Vamos abordar as linguagens de vídeo e de leitura poética para iniciar um debate sensível sobre algumas consequências de desastres sobre as emoções e a vida das pessoas envolvidas. Para isso:

i. Assistam ao vídeo Desastres – dimensão psicossocial

Esse vídeo foi produzido com base no acervo de imagens do NEPED (Núcleo de Pesquisas e Estudos Sociais em Desastres) da UFSCar, fotografadas pelo grupo nos desastres em todo o país. 

ii. Assistam à locução do poema “José” de Carlos Drummond de Andrade, publicado originalmente em 1942, na coletânea Poesias, o personagem José sente solidão e abandono, sentimentos de desesperança, quando parece que tudo está perdido na vida, sem saber que caminho seguir. 

José (ouça o poeta declamando o texto integral)    

E agora, José?/A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou./E agora, José? E agora, você?/você que é sem nome,/que zomba dos outros,/você que faz versos,/que ama, protesta?/e agora, José?[…] Com a chave na mão/quer abrir a porta,/não existe porta;/quer morrer no mar,/mas o mar secou;/quer ir para Minas,/Minas não há mais./José, e agora? […] 

iii. O poema “José” inspirou o grupo a produzir uma adaptação sobre as consequências do pós-desastre. Reflitam sobre algumas perguntas:

O que tem em comum entre a adaptação para o vídeo, esses versos e o poema original? 

Diante dos sentimentos de José, qual relação é possível fazer com os sentimentos de pessoas afetadas por um desastre socioambiental?

iv. Crie em grupos, uma arte por meio de uma linguagem textual (poema, letra de música, carta, história) ou visual (desenho, pintura, animação, HQ, vídeo) ou de áudio (podcast, música/paródia) sobre deslizamento de terra.