i. Para a realização desta atividade sugerimos três ações importantes:

  • Propor que os estudantes orientem e animem a oficina com a comunidade, a partir de sua aprendizagem em sala de aula;
  • Convidar a comunidade escolar, representantes de associação de bairro, Defesa Civil, a vizinhança para participar desde o início da oficina até a apresentação dos mapas;
  • Ampliar a abrangência da cartografia social reunindo os integrantes da Com-VidAção;
  • Convidar a comunidade escolar, representantes de associação de bairro, Defesa Civil, a vizinhança para uma oficina – conversa sobre as áreas de riscos socioambientais da redondeza, as estratégias de prevenção de desastres e, também, a produção de uma agenda de sustentabilidade para o local.

1. Preparação da Oficina

  • Definir a data, o local e a lista de convidados. Converse com a direção da escola para apoio na organização.
  • Convidar representantes da comunidade escolar, associação de bairro, Defesa Civil, agentes comunitários, Corpo de Bombeiros, entre outros.
  • A divulgação da oficina é muito importante. Produza convites e cartazes para divulgação individual e no bairro. Utilize também redes sociais e canais de comunicação da escola.
  • O local da oficina deve ser amplo, limpo e arejado, com mesas (onde os mapas possam ser estendidos), cadeiras, lousa ou um quadro para anotações;
  • Organizar um lanche coletivo com água, café e alimentos simples (busque parcerias locais).
  • Preparar uma lista de presença com nome, contato e vínculo com o território.
  • Reunir os materiais necessários: mapa base da localidade (com a escola como referência), canetas coloridas, etiquetas adesivas, papel sulfite, cola, tesoura, lápis, réguas, entre outros.

2. Execução da Oficina

  • Dê as boas-vindas e explique o objetivo da oficina: refletir sobre os riscos socioambientais do território e elaborar coletivamente uma agenda de sustentabilidade.
  • Promova uma roda de apresentação dos participantes: nome, onde moram, e o que esperam da oficina.
  • Oriente os estudantes a liderarem a atividade, com base nas aprendizagens construídas ao longo da Jornada de Cartografia Social. Ele(a)s podem se exercitar com os colegas dos anos finais do Ensino Fundamental da escola, ou ir a outra escola próxima.
  • Faça uma roda de conversa e apresente um mapa base ou imagem de satélite da localidade, impressa em tamanho ampliado (A0 ou A1). Organize os participantes em pequenos grupos e estimule que apontem os locais que consideram vulneráveis, perigosos ou estratégicos, de acordo com as suas percepções.
  • Elabore um quadro com os estudantes e a comunidade com estratégias de prevenção de risco de desastres, identificando no mapa:
    • Pontos estratégicos: escolas, hospitais, igrejas, mercado, unidades da Defesa Civil, etc.
    • Grupos em situação de vulnerabilidade: creches, abrigos de idosos, pessoas com deficiência, etc.
    • Áreas de risco: inundações, deslizamentos, queimadas, secas, erosões, etc.
    • Medidas de proteção existentes: muros de contenção, cisternas, matas ciliares, entre outros.
    • Rotas de fuga e locais seguros.
  • Estimule o uso de símbolos, cores e legendas claras. Os mapas podem ser ilustrados com imagens, colagens e fotografias.
  • Depois de muita conversa, opiniões, consensos e conflitos, o mapa temático da percepção de vulnerabilidades e riscos socioambientais da localidade e dos elementos estratégicos de prevenção da localidade que vivemos está pronto.
  • Observação: o tempo de realização previsto para uma oficina de Cartografia Social é de, no mínimo, 04 horas. Dependendo da disponibilidade dos participantes pode ser feita em 08 horas, ou mesmo dois dias.

ii. Produto: produção do mapa de percepção de risco junto com a comunidade.