Eventos da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco mobilizam mais de 2 mil pessoas pelo Brasil
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Campanha percorreu seis estados e o Distrito Federal, com duas itinerâncias realizadas em formato online, integrando saberes comunitários, educação e investimentos em infraestrutura para enfrentar a crise climática
SÃO PAULO / BRASÍLIA, 2026 — Após percorrer o Brasil de norte a sul, as itinerâncias da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco encerram seu ciclo presencial com um balanço histórico de 2.171 pessoas mobilizadas diretamente. A jornada, realizada pelo Programa Cemaden Educação e pela Secretaria Nacional de Periferias (Ministério das Cidades), transformou escolas e centros comunitários em polos de planejamento para a redução de riscos de desastres socioambientais através da educação e da justiça climática.
Ao longo de três meses, a campanha visitou territórios críticos nas cinco regiões do Brasil. O objetivo central dos encontros formativos foi consolidar o conceito de “campanha de campanhas”, incentivando que cada comunidade desenvolva suas próprias estratégias de proteção, adaptadas à realidade local.
O impacto das itinerâncias pelo país
A jornada alcançou um público diverso, unindo o saber científico ao conhecimento popular, com destaque para Pernambuco, que liderou a mobilização com 642 participantes, seguido por Belém, com 264, e a região do Litoral Norte de São Paulo e Paraty, com 250. O engajamento seguiu forte no Rio Grande do Sul, com 243 pessoas, no ABC Paulista, com 195, e no eixo Rio de Janeiro e Niterói, com 183. A capital potiguar, Natal, reuniu 140 participantes, enquanto Brasília contou com 104.
Ainda foram realizadas duas itinerâncias online, uma no Paraná com 74 participações e outra no Amazonas e Oeste do Pará, com 76 participantes, consolidando uma rede de proteção que integrou diferentes realidades brasileiras.
Ciência e justiça climática nas periferias
Para Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, as itinerâncias confirmaram que a prevenção e o combate às desigualdades andam juntos. “Os efeitos dos desastres atingem com mais intensidade as populações em situação de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em educação, acesso à informação e mobilização comunitária é essencial para fortalecer os territórios”, destaca.
A campanha também serviu como elo entre o trabalho educativo e os investimentos estruturantes do Governo Federal. Em estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, as ações dialogam com investimentos do Novo PAC que somam centenas de milhões de reais em obras de contenção de encostas, urbanização e monitoramento e alerta de desastres.
“A itinerância não é um evento pontual, mas o despertar de um movimento contínuo”, afirma Rachel Trajber, coordenadora do Programa Cemaden Educação. “Quando escolas e comunidades ativam sua potência de agir, elas criam caminhos de proteção. A ação é coletiva, não dá para enfrentar a crise climática sozinho”.
Vozes do território

O protagonismo juvenil foi o fio condutor das atividades. Em Natal (RN), a estudante Sabrina de Melo, 16 anos, trouxe um relato emocionante sobre a realidade de quem convive com o risco: “Minha rua às vezes alaga completamente, cada chuva é uma angústia e nos sentimos ilhados e invisíveis”.
“A educação é o que possibilita mudanças na vida das pessoas.”, argumenta a aluna, que classificou o encontro como “inesquecível”.
Em Pernambuco, o impacto prático foi relembrado pelo estudante Aléxys Ferreira, que usou o aprendizado para proteger sua comunidade: “Lembro que estava chovendo muito e, quando fui ver a medição pelo pluviômetro, choveu bastante durante a noite. Como já tínhamos orientações, o grupo sempre conversava com a comunidade, explicando o que fazer”. Naquela ocasião, o grupo visitou cerca de 125 residências para alertar as famílias.
Para o professor Jurandy Clementino, de Jaboatão dos Guararapes (PE), o encerramento das itinerâncias deixa um legado de vida: “Nós fazemos história quando transformamos conhecimento em ação, quando levamos orientação às ruas, quando colocamos a educação a serviço da proteção da vida. Nós ajudamos a salvar vidas, e isso é algo maravilhoso e que muito nos honra”, destacou.


Principais números do impacto das itinerâncias pelo país:
| Região / Localidade | Público | Modalidade |
|---|---|---|
| Pernambuco | 642 | Presencial |
| Belém | 264 | Presencial |
| Litoral Norte de São Paulo e Paraty | 250 | Presencial |
| Rio Grande do Sul | 243 | Presencial |
| ABC Paulista | 195 | Presencial |
| Rio de Janeiro e Niterói | 183 | Presencial |
| Natal | 140 | Presencial |
| Brasília | 104 | Presencial |
| Amazonas e Oeste do Pará | 76 | Online |
| Paraná | 74 | Online |
| Total geral | 2.171 | – |
Sobre a Campanha
A 9ª edição da campanha mobiliza escolas, comunidades e iniciativas populares em torno da educação para criarem campanhas locais de redução de riscos de desastres, reforçando que os desastres não são naturais e que é necessário o enfrentamento das vulnerabilidades sociais e territoriais. A iniciativa integra políticas públicas de educação, ciência e desenvolvimento urbano, fortalecendo a prevenção como eixo estruturante da justiça climática nos territórios mais vulneráveis.
Campanha: 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco
Realização: Secretaria Nacional de Periferias (SNP) e Programa Cemaden Educação
Apoio: MCTI | MCID | MEC – SECADI | Governo Federal
Site oficial:
https://educacao.cemaden.gov.br/campanhacidades/
