Rio de Janeiro e Niterói recebem atividades presenciais com foco em educação e mobilização comunitária para prevenção de riscos de desastres 

SÃO PAULO / BRASÍLIA, 2026 — A 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco chega ao estado do Rio de Janeiro nos dias 7 e 8 de abril, com atividades na capital e em Niterói. A iniciativa promove encontros formativos e articulações institucionais com foco na educação e comunicação para prevenção de desastres, fortalecendo a atuação em rede nos territórios.

Em 7 de abril, a programação acontece no Rio de Janeiro, com atividades em dois períodos: pela manhã, na Escola Politécnica da UFRJ, e à tarde, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), reunindo educadores, lideranças comunitárias, representantes do poder público, Defesas Civis e Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs). No dia 8 de abril, a agenda segue para Niterói, com encontro no Centro de Artes e Esportes Unificados (C.E.U), ampliando o alcance das ações na região metropolitana.

A campanha tem como objetivo fortalecer a atuação integrada entre escolas, comunidades e instituições públicas em territórios marcados por desafios socioambientais e eventos extremos, ampliando a capacidade de prevenção e resposta antes que emergências se agravem.

“A campanha não é apenas um evento, mas um movimento contínuo. Quando uma instituição mobiliza a iniciativa junto com sua comunidade, o conhecimento deixa de ficar restrito, circula pelos territórios e se transforma em organização, planejamento e proteção de vidas”, afirma Rachel Trajber, coordenadora do Programa Cemaden Educação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para Sâmia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades,

“Os desastres não acontecem de forma isolada e acabam impactando com mais força as populações em situação de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em educação, acesso à informação e mobilização coletiva nos territórios é essencial para fortalecer as comunidades, reconhecer os saberes locais e avançar na construção de cidades mais preparadas para enfrentar os riscos climáticos”

Formação e articulação institucional

Leandro Vaz

Durante os dois dias, a programação reúne gestores públicos, professores, lideranças comunitárias e técnicos municipais em encontros formativos voltados à troca de experiências e à construção de estratégias locais de prevenção.

A proposta é fortalecer redes locais, qualificar atores dos territórios e transformar conhecimento em ação concreta, contribuindo para cidades mais preparadas diante dos riscos climáticos. A campanha reforça que a prevenção começa no cotidiano das comunidades, por meio da informação, da educação e da mobilização coletiva.

Prevenção construída no território

O estado do Rio de Janeiro, com destaque para a capital e Niterói, participou de todas as edições da Campanha #AprenderParaPrevenir, acumulando 23 ações entre 2017 e 2024, com mobilização de escolas, universidades e Defesas Civis.

Com mais de 17 milhões de habitantes distribuídos em 92 municípios, o estado possui cerca de 66 cidades monitoradas pelo Cemaden. Ao todo, são aproximadamente 340 pluviômetros automáticos e 13 estações hidrológicas em operação, responsáveis pelo monitoramento de chuvas e níveis de rios em tempo real. Na capital e em Niterói, estão instalados 28 e 16 pluviômetros automáticos, respectivamente.

Além disso, Niterói integra a Rede Nacional de Monitoramento de Desastres (RedeGeo/Remaden), com a instalação de quatro plataformas geotécnicas que monitoram, além da chuva, a umidade do solo em diferentes profundidades — fator essencial para a prevenção de deslizamentos em áreas de risco.

Investimentos na região

No Ministério das Cidades, a prevenção de riscos é uma política pública integrada que envolve educação, ciência e o desenvolvimento urbano com infraestrutura, tendo como eixo estruturante a justiça climática, sobretudo nas periferias, onde os impactos da crise climática são mais intensos.

No Rio de Janeiro, a capital e as cidades de Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo são R$ 505, 3 milhões em repasses para obras de contenção de encostas pelo NOVO PAC e construção de barreiras.

Nas cidades de Angra dos Reis e Niterói, o mapeamento das áreas de risco está sendo feito com a elaboração do PMRR (Plano Municipal de Redução de Risco), com aporte de R$ 1, 3 milhão para a produção. 

Em paralelo, 35 comunidades, dentre elas Maré, Rocinha e Complexo do Alemão na capital, e Morro da Cocada e Caniçal, em Niterói, estão recebendo as intervenções pelo Novo PAC – Urbanização de Favelas. São investimentos da ordem de R$ 1,1 bi em repasses pelo Periferia Viva, para obras de infraestrutura, moradia que promovem adaptação climática.

Agenda
Leandro Vaz

07/04 – Rio de Janeiro (Manhã)
Horário: 09h às 12h
Local: UFRJ – Escola Politécnica (Auditório André Rebouças)
Endereço: Av. Athos da Silveira Ramos, 149 – Bloco D, sala D-220 – Centro de Tecnologia

07/04 – Rio de Janeiro (Tarde)
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Universidade Veiga de Almeida (UVA) – Campus Tijuca (Auditório – Bloco A, 2º andar)
Endereço: Rua Ibituruna, 108 – Maracanã – Rio de Janeiro (RJ)

08/04 – Niterói
Horário: 14h às 18h
Local: Centro de Artes e Esportes Unificados – C.E.U. Niterói
Endereço: Av. Carlos Ermelindo Marins, 34 – Jurujuba – Niterói (RJ)

Atividade:
Encontro Formativo Presencial – “Cidade Sem Risco começa na minha comunidade”

Sobre a Campanha

A 9ª edição da campanha mobiliza escolas, comunidades e iniciativas populares em torno da educação para redução de riscos de desastres, reforçando que os desastres não são naturais e que é necessário o enfrentamento das vulnerabilidades sociais e territoriais.  A iniciativa integra políticas públicas de educação, ciência e desenvolvimento urbano, fortalecendo a prevenção como eixo estruturante da justiça climática nos territórios mais vulneráveis.

Saiba Mais: https://educacao.cemaden.gov.br/campanhacidadeslp/