Educação Ambiental e Justiça Climática: do discurso à ação transformadora
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A obra Enfrentar a Emergência Climática reúne reflexões fundamentais sobre os desafios impostos pela crise climática contemporânea. Entre seus capítulos, destaca-se “Educação ambiental e justiça climática: do discurso à ação transformadora” (página 74), desenvolvido pela equipe do Cemaden Educação, que discute o papel da educação como ferramenta essencial para compreender e enfrentar as mudanças climáticas.
O texto defende que não basta tratar o clima apenas como um fenômeno natural: é necessário considerar suas dimensões sociais, políticas, éticas e humanas, especialmente diante das desigualdades que marcam seus impactos.
Os autores apresentam a Educação Ambiental Climática (EAC) como uma evolução da educação ambiental tradicional, orientada por uma perspectiva crítica e transformadora.
Essa abordagem busca formar cidadãos capazes de compreender as causas estruturais da crise climática e agir coletivamente para superá-la.
Mais do que sensibilizar, a EAC propõe o enfrentamento das injustiças socioambientais, reconhecendo que populações vulneráveis, como comunidades periféricas, povos indígenas e grupos historicamente marginalizados, são as mais afetadas pelos efeitos do aquecimento global.
O capítulo também articula conceitos como justiça climática e racismo ambiental, evidenciando que os impactos das mudanças do clima não são distribuídos de forma igual. Pessoas e países que menos contribuíram para o problema frequentemente sofrem suas consequências mais severas.
Nesse contexto, a educação é apresentada como instrumento estratégico para promover equidade, fortalecer a participação social e estimular a construção de modos de vida mais sustentáveis e solidários.
Outro ponto central é o protagonismo de jovens, comunidades e movimentos sociais na mobilização por soluções climáticas.
Iniciativas nacionais e internacionais mostram como a ação coletiva, a produção de conhecimento e a pressão política podem colocar a pauta ambiental no centro das agendas públicas. Essas experiências demonstram que a educação, quando articulada com participação cidadã e saberes diversos, possui grande potencial para impulsionar mudanças concretas.
Clique no link para conhecer a obra completa: Enfrentar a Emergência Climática
