TJNS NOS TERRITÓRIOS: FORMAÇÃO E MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM TRÊS RIOS
Organizações Sociais
A campanha visou capacitar e mobilizar a comunidade de Três Rios sobre mudanças climáticas, racismo ambiental e saúde mental. O foco principal foi de fortalecer o controle social e a justiça climática, preparando líderes locais e estudantes para enfrentar injustiças socioambientais e promover a resiliência comunitária diante de desastres.
Dados do Proponente
Instituição
INSTITUTO TODOS JUNTOS NINGUÉM SOZINHO
Dados da Campanha
Com quem
A organização é do Instituto Todos Juntos Ninguém Sozinho (TJNS). A execução contou com uma equipe multidisciplinar (psicólogos, gestores ambientais, advogados) e parcerias com a Faculdade UNIVÉRTIX e estudantes de Gestão Ambiental de UFFRJ , unindo saber acadêmico e lideranças territoriais.
Para quem
O público alcançado inclui 75 pessoas, entre estudantes de graduação (Psicologia e Gestão Ambiental), lideranças comunitárias, moradores de três regiões mapeadas sendo elas: Purys, Vila Estrela e Várzea do Otorino de Três Rios . A ação conectou jovens universitários ao conhecimento prático das comunidades, fomentando o engajamento intergeracional.
Onde
A campanha ocorreu no município de Três Rios, RJ, com foco específico nos bairros Purys, Vila Estrela e Várzea do Otorino. Essas áreas foram priorizadas por serem territórios vulneráveis, com histórico de inundações e desafios socioambientais significativos que exigem estratégias locais de adaptação.
Como
Foram realizados encontros presenciais e remotos, incluindo oficinas sobre racismo ambiental e saúde mental. Os materiais produzidos envolveram apresentações técnicas, dinâmicas de cartografia social e sistematização de experiências, utilizando metodologias participativas para conectar direitos humanos à crise climática.
Quando
A campanha local e as atividades de formação foram realizadas no período de março a maio de 2026. O cronograma incluiu desde o planejamento e mobilização inicial até a execução das oficinas temáticas e a avaliação final dos resultados obtidos nos territórios.
Eixos Temáticos e Riscos
Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vidaEixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vidaEixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do riscoEixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terraAlagamentoEnchenteInundação
Parcerias e Alcance Social
Parcerias
Fundo Casa Socioambiental: Parceiro de apoio financeiro e estratégico. CENAGA: Parceiro institucional, contribuindo com expertise e rede. UNIVERTIX: Parceiro fundamental, cedendo o local para os encontros presenciais. Ouvidoria Pública: Parceiro que facilita a comunicação entre a comunidade e o poder público.
Alcance Social
Estudantes (Educação Superior)Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil)Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Mulheres
Materiais e Ações Realizadas
Materiais Produzidos
folders de apresentação das aulas e do TJNS
1 cartilha
reels de divulgação das aulas
Ações Realizadas
4 aulas expositivas
Dados Utilizados
Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas)Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Conselho Federal de Psicologia
Resultados
📊 Resultados
Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
Uso de linguagem acessível ao território
Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
Reflexão Final
O que Deu Certo
A integração entre o saber acadêmico e a realidade local foi o maior acerto. A metodologia participativa permitiu que estudantes e moradores construíssem juntos uma visão crítica sobre o racismo ambiental. O reconhecimento da saúde mental como eixo central da justiça climática mostrou-se inovador e necessário, fortalecendo os vínculos comunitários e a mobilização nos bairros Purys, Vila Estrela e Várzea do Otorino, o que deve ser repetido em futuras edições do projeto.
O que Pode Melhorar
A principal oportunidade de melhoria reside na ampliação do tempo dedicado às atividades práticas em campo e na logística de deslocamento entre os territórios. Observou-se a necessidade de maior capilaridade na comunicação prévia para atrair um público ainda mais diverso, além de ajustar o suporte tecnológico para as sessões remotas, garantindo que a instabilidade de conexão nas áreas periféricas não prejudique a participação plena de todos os envolvidos.
Continuidade do Projeto
Sim, há previsão de continuidade. O desenho preliminar envolve a criação de um fórum permanente de monitoramento climático em Três Rios, liderado pelos próprios participantes capacitados. Pretende-se transformar os materiais produzidos em um guia metodológico para outros municípios, da região serrana. Além disso, as parcerias institucionais com a UFRJ e faculdades locais visam estabelecer o projeto como uma extensão universitária contínua, garantindo suporte técnico e mobilização a longo prazo.
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