Belo Horizonte / MG

Refúgios Climáticos de Belo Horizonte: proteção ao calor urbano para todos

Órgãos públicos

Implantar refúgios climáticos em áreas de vulnerabilidade socioclimática de BH, garantindo acesso universal à água potável, para resfriamento e consumo, bem como sombreamento e descanso em locais afetados por calor urbano, promovendo adaptação climática com justiça social e proteção à vida da população mais exposta ao calor extremo.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Esfera municipal Secretarias e Departamentos
Instituição
Prefeitura de Belo Horizonte - Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Observações sobre a IES
Gerência do Clima - GCLIM

Dados da Campanha

Com quem
Iniciativa da Gerência do Clima (GCLIM), subpasta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), liderada pela geógrafa Sônia Knauer. O projeto foi concebido pelo Arq. Urbanista Rafael Vilela e continuado pelo Eng. Civil e Arq. Urbanista Guilherme Matias. Conta com apoio intersetorial da SLU, Urbel, Gerências Regionais de Manutenção e comunidades
Para quem
Toda a população belorizontina, com prioridade a grupos em maior vulnerabilidade climática: pessoas em situação de rua, idosos, crianças, mulheres e trabalhadores expostos ao calor em áreas de alta impermeabilização do solo, baixa cobertura vegetal e elevada densidade urbana, especialmente no Centro e em vilas e favelas.
Onde
Belo Horizonte (MG): bairro Centro (2 refúgios implantados, mobilização com comércio local e fluxo urbano mapeado), bairro São Paulo (encontros na escola local) e Aglomerado da Serra, Comunidade do Cardoso, área piloto do Projeto Transformador de Vilas e Favelas, com mapeamento de campo em andamento. E diversas áreas estudadas para implantação.
Como
Estudos bibliográficos e mapeamento urbano de campo para seleção de áreas; implantação de equipamentos com bebedouros, aspersão (resfriamento), sombreamento arbóreo e bancos de descanso; encontros comunitários noturnos com pré-agendamento; grupo de trabalho intersetorial; mobilização da rede comercial e diagnóstico participativo em vilas e favelas.
Quando
Ação contínua desde 2023: concepção metodológica e estudos bibliográficos (2023); 1ª implantação no bairro Centro, em área de alta vulnerabilidade socioclimática (2024); 2ª implantação no Centro (2025); mobilizações comunitárias, expansão para novos bairros e início do projeto piloto no Aglomerado da Serra (2026).

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade
Riscos e Desastres Abordados
Ondas de calor

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • (PBH) - Rafael Viela e Sônia Knauer
Alcance Social
Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Mulheres

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Desenhos, escritas e colagens
Ações Realizadas
  • oficinas, palestras, encontros, rodas de conversa e debates sobre a política climática
  • Caminhadas pelo bairro e mapas comunitários

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Análise de Vulnerabilidade às Mudanças Climáticas do Município de Belo Horizonte (2016) - Análise de áreas prioritárias para implementação de SbN em Belo Horizonte/MG (2025)
Como os Dados Foram Utilizados
As análises municipais embasaram a metodologia e orientaram diretamente a seleção das áreas de implantação dos refúgios climáticos. A Análise de Vulnerabilidade (2016) identificou territórios com maior exposição ao calor extremo e populações em situação de risco. A Análise de SbN (2025) qualificou os locais prioritários com base em critérios socioambientais. Ambas foram complementadas por vistorias in loco para caracterização urbana detalhada dos territórios selecionados.

Resultados

Resultados
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Outros resultados

Fortalecimento da Governança Climática Municipal

Reflexão Final

O que Deu Certo
A construção de uma metodologia técnica robusta, fundamentada em estudos bibliográficos e análises municipais, garantiu consistência ao projeto. A articulação intersetorial entre GCLIM, SLU, Urbel e Gerências Regionais mostrou que a pauta climática avança com mais força quando atravessa diferentes órgãos. O resultado mais expressivo foi a expansão do projeto às vilas e favelas, ampliando o alcance da adaptação climática às populações mais vulneráveis de BH.
O que Pode Melhorar
O principal desafio enfrentado foi o alto índice de depredação dos equipamentos após a instalação, exigindo revisões no projeto para melhor adaptação à estrutura urbana de BH. A manutenção segue como ponto crítico, sendo enfrentada por meio de um grupo de trabalho intersetorial que busca institucionalizar a governança climática municipal. Construir uma política climática territorial sólida e contínua permanece o maior desafio a superar.
Continuidade do Projeto
Sim. Está prevista a ampliação da rede para aproximadamente 200 pontos em todo o território de BH, oferecendo água para consumo e resfriamento, arborização, despavimentação de áreas impermeáveis, bancos de descanso e comunicação climática para a população. A integração aos Projetos Transformadores de Vilas e Favelas fortalece e territorializa a política climática municipal. A continuidade conta com plano de ação estruturado e destinação orçamentária assegurada pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Links e Materiais de Apoio