Rio de Janeiro, Nova Friburgo e Petrópolis / RJ

Rede Colaborativa de Gestão de Riscos de Desastres na Região Serrana do Rio de Janeiro

Instituições de Ensino Superior

Consolidar uma Rede Colaborativa de Gestão de Riscos de Desastres na Região Serrana fluminense, com foco nos municípios de Nova Friburgo e Petrópolis, por meio de ações voltadas à Educação para Redução de Riscos de Desastres (ERRD), integrando instituições acadêmicas, escolares e comunitárias.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Públicas Faculdades, Centros Universitários, Centros de Educação Tecnológica
Instituição
Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos (Instituto de Geociências/ Departamento de Geografia da UFRJ
Observações sobre a IES
Departamento de Geografia, Projeto de extensão REGER - Rede de Gestão de Riscos Córrego D'Antas

Dados da Campanha

Com quem
A ação envolve o Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos (IGEO/ Dep. Geografia/ UFRJ), o Colégio Estadual Salustiano José Ribeiro Serafim/ Nova Friburgo, SESI/SENAI Petrópolis, Cefet/RJ Petrópolis, a UFF (GDEN/DGP/IEAR), Fiocruz (OTSS), a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil/NF e Projeto Encosta Viva (POLI/UFRJ).
Para quem
Comunidades situadas em áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações; estudantes da educação básica, graduação e pós-graduação; docentes da educação básica e do ensino superior; profissionais da Defesa Civil e agentes públicos ligados à gestão territorial e às políticas de redução de riscos de desastres socioambientais.
Onde
Municípios de Nova Friburgo e Petrópolis, com foco nas bacias hidrográficas do alto curso do rio Grande e alto curso dos rios Piabanha, Quitandinha e Palatino. A proposta utiliza o conceito de bacia-escola, que se configura como uma tecnologia social onde a bacia hidrográfica é adotada como unidade de gestão participativa.
Como
Via pesquisa-ação e bacia-escola, aliamos oficinas temáticas de ERRD à geografia urbana crítica, discutindo a metropolização e a produção desigual do espaço. Realizamos pesquisas de campo, mapeamentos participativos, monitoramento hidrológico, trilhas de percepção de risco e memória social.
Quando
As atividades iniciadas em 2014 com foco em Nova Friburgo, foram expandidas para o município de Petrópolis e seguirão ao longo dos anos de 2026 e 2027, promovendo a integração entre as instituições mencionadas. As atividades propostas serão realizadas nos espaços das instituições parceiras e nos municípios indicados.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terra Alagamento Enchente Inundação

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil/ Nova Friburgo
  • Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos (Instituto de Geociências/ Dep. Geografia/ UFRJ), o Colégio Estadual Salustiano José Ribeiro Serafim/ Nova Friburgo, Escola Firjan SESI/SENAI Petrópolis, Escola Cefet/RJ Petrópolis, a UFF (GDEN/DGP/IEAR), Fiocruz (OTSS), a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil/NF e o Projeto Encosta Viva (POLI/UFRJ), além de estudantes da educação básica, graduação e pós-graduação.
  • Comunitários dos bairros de Granja Spinelli, Córrego d'Antas e São Geraldo; e das escolas C.E. Alberto Meyre e C.E Salustiano José Ribeiro Serafim
Alcance Social
Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Estudantes (Educação Básica) Moradores da comunidade Educadores e profissionais da educação básica Estudantes (Educação Superior) Educadores e profissionais da educação superior
Diversidade e Inclusão
Pessoas Idosas Mulheres Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Ações Realizadas
  • Oficinas de mapeamento participativo de rotas seguras em chuvas intensas; Mapeamento participativo de vulnerabilidades e ameaças a deslizamentos (Nova Friburgo e Petrópolis); ;; Rodas de diálogo nas escolas CEFET e SESI de Petrópolis, assim como Colégio Estadual Salustiano Ribeiro em Nova Friburgo; Oficinas semanais na construção de protótipos de equipamentos de monitoramento hidrológico (pluviômetro e sensores de umidade do solo); dentre outros
  • Questionário sobre percepção de riscos elaborado e aplicado em conjunto com os alunos das escola Sesi Petropolis e Colégio Estadual Salustiano Serafim em Nova Friburgo;Trilha de percepção de risco a desastres em Nova Friburgo e Petrópolis; Visitas a laboratórios da UFRJ com alunos do ensino básico

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Artigos científicos
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados científicos foram utilizados para identificar áreas suscetíveis e compreender os processos geobiofísicos. Os dados participativos contribuíram para incorporar a percepção dos moradores sobre riscos e vulnerabilidades locais. Já os dados de monitoramento local, como pluviômetros e tensiômetros, auxiliaram no acompanhamento das condições hidrológicas e no planejamento de ações de prevenção e resposta a desastres socioambientais.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
A consolidação de parcerias interinstitucionais ampliou a capilaridade do projeto e expansão para o município de Petrópolis. O uso da bacia-escola e de metodologias participativas e horizontais que buscam valorizar os saberes locais e protagonismo comunitário promoveu importantes avanços. A integração entre ensino, pesquisa e extensão foi fortalecida pela coprodução de conhecimento com estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, expandindo o alcance e o impacto da ação.
O que Pode Melhorar
Apesar dos avanços, é necessário buscar estratégias para ampliar a adesão e o engajamento maior com as secretarias municipais de Nova Friburgo e Petrópolis. Também merece atenção o aprimoramento do fluxo de comunicação entre os dados coletados pelos equipamentos de monitoramento instalados e divulgação entre a comunidade escolar, de modo a tornar a informação mais acessível e fortalecer a resposta preventiva nos territórios envolvidos.
Continuidade do Projeto
Sim. A ação tem caráter contínuo e está planejada para todo o ano de 2026 e 2027, com publicação de artigos científicos, formação continuada de professores da educação básica e consolidação de redes colaborativas de ERRD, apontando para desdobramentos que ultrapassam o ciclo atual e reafirmam o compromisso de longo prazo com as instituições parceiras.

Links e Materiais de Apoio