Brasília / DF

PANC que protege: nutrição e sustentabilidade para uma cidade segura

Organizações Sociais

Promover a segurança alimentar e a justiça climática resgatando a ancestralidade de mulheres negras periféricas. Fortalecer o quintal como espaço de vida e aprendizado, cultivando PANCs (chaya, ora-pro-nóbis, capuchinha) para nutrição, saúde e resistência ao calor.

Dados do Proponente

Instituição
Coletivo Casa de maria

Dados da Campanha

Com quem
Organização do Coletivo Casa de Maria, em parceria com Prato Verde Sustentável, Coletivo Panã Arquitetura Social, Coletivo Casa Arco-Íris e Sítio Nós na Teia. Contamos com apoio do pesquisador Nuno Madeira (Embrapa Hortaliças).
Para quem
Moradores da comunidade Sol Nascente/DF, engajando lideranças locais, mulheres, crianças e demais interessados em práticas de segurança alimentar, cultivo agroecológico e adaptação climática.
Onde
Coletivo Casa de Maria - SHSN Quadra 209 conjunto J Trecho 2, Sol Nascente/DF.
Como
Rodas de conversa unindo saberes ancestrais e técnicos, plantio prático e compostagem; Preparo de alimentos na cozinha coletiva com PANCs de fácil cultivo e uso das colheitas da horta comunitária.
Quando
A campanha teve duas ações: 23/04, com resgate de histórias de vida e prática de plantio na horta; e 16/05, com rodas de conversa, montagem de composteira e o preparo prático de alimentos e sucos utilizando as PANCs.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco
Riscos e Desastres Abordados
Alagamento Seca / estiagem Ondas de calor

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • EMBRAPA Hortaliças (1), Administração Regional (3)
  • Coletivo Panã Arquitetura Social (3), Prato Verde Sustentável (3), Sítio Nós na Teia (1), Casa Arco-íris (2)
Alcance Social
Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Básica) Estudantes (Educação Superior) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Agentes de Organizações da Sociedade Civil Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Pessoas LGBTQIA+ Mulheres Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • card de divulgação; post com resultados
  • vídeo no youtube
Ações Realizadas
  • Melhorias na horta
  • Degustação de PANC
  • Visita técnica, Oficinas de plantio; pilha de compostagem; rodas de conversa
  • Caminhadas pelo bairro para reconhecimento de PANC

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Livros e cartilhas
Como os Dados Foram Utilizados
As rodas de conversa estiveram repletas de relatos de experiências com plantas que as pessoas comiam quando crianças e não comem mais; sobre o quanto gostam de poder comer o que plantam, sem agrotóxicos e diminuindo os gastos.
Também foram utilizados panfletos da EMBRAPA Hortaliças e o livro Plantas Alimentícias não Convencionais PANC no Brasil (Kinupp e Lorenzi) que ensinam como cuidar das plantas e também como fazer o beneficiamento.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
O que mais deu certo foi ter as mulheres negras liderando a horta e a cozinha. Isso funcionou muito bem porque plantar e cozinhar juntas trouxe memórias afetivas e uniu histórias de vida. As crianças e os adultos amaram provar a chaya, a capuchinha e a ora-pro-nóbis, preparados nos ovos mexidos e no suco do lanche. Entendemos na prática que o quintal é um lugar de encontro e saúde que nos ajuda a enfrentar o calor e fortalece nossa comunidade.
O que Pode Melhorar
Precisamos melhorar a forma de irrigar a horta, criando um jeito de reaproveitar água da chuva para não termos muitos gastos nem faltar água para as plantas na época da seca. Além disso, queremos organizar um sistema de troca de sementes e mudas. A ideia é garantir que mais mulheres consigam levar plantas como a chaya, a ora-pro-nóbis e a capuchinha para casa, multiplicando o número de quintais produtivos pela 209 e por todo o Sol Nascente.
Continuidade do Projeto
Sim! A horta e a cozinha da Casa de Maria seguem em pleno funcionamento, e as mulheres seguirão colocando mão na terra, cuidando da composteira, colhendo e preparando os alimentos. Os relatos pós-oficinas mostram que as famílias já estão incorporando as PANC em suas rotinas, além de estarem mais atentas às plantas que existem próximo às suas casas.

Links e Materiais de Apoio