Rio de Janeiro / RJ

Observatório de Calor do Complexo do Alemão

Organizações Sociais

Monitorar os impactos do calor extremo no Complexo do Alemão, produzir dados climáticos locais, ampliar a conscientização sobre riscos climáticos nas favelas e fortalecer a prevenção, a justiça climática e a incidência em políticas públicas.

Dados do Proponente

Instituição
Voz das Comunidades

Dados da Campanha

Com quem
Pesquisadores crias do território, moradores do Complexo do Alemão, Voz das Comunidades, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio e parceiros locais participaram da organização, monitoramento, pesquisa de campo e mobilização comunitária.
Para quem
Moradores do Complexo do Alemão, lideranças comunitárias, juventudes, famílias, trabalhadores expostos ao calor, instituições públicas, pesquisadores e públicos interessados nos impactos da crise climática nas periferias.
Onde
Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, com atuação em diferentes localidades do território, incluindo áreas como Adeus, Alvorada, Fazendinha, Mineiros, Nova Brasília e outros pontos monitorados.
Como
Realização de medições de temperatura e umidade, aplicação de pesquisas com moradores, produção de dados territoriais, registros de campo, mobilização comunitária, comunicação digital, divulgação científica e ações de sensibilização sobre calor extremo.
Quando
Campanha realizada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, com monitoramento climático, pesquisa de campo, produção de dados locais e mobilização contínua sobre os impactos do calor extremo no território.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade
Riscos e Desastres Abordados
Ondas de calor Seca / estiagem Outro
Outros Riscos
Ilhas de calor urbanas / calor extremo em territórios periféricos / insegurança hídrica

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Voz das Comunidades e Telhado Verde
  • Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro (SMAC) Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Alcance Social
Moradores da comunidade Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Agentes de Organizações da Sociedade Civil Outros públicos
Diversidade e Inclusão
Pessoas Idosas Mulheres Crianças Pessoas LGBTQIA+

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Reportagens

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros)
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados foram produzidos por pesquisadores comunitários do Complexo do Alemão por meio de medições de temperatura e umidade, monitoramento territorial e aplicação de pesquisas com moradores. As informações subsidiaram análises sobre calor extremo, saúde, acesso à água e desigualdades climáticas, fortalecendo a conscientização, a produção de conhecimento local e o diálogo com políticas públicas.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
A produção de dados climáticos locais feita por pesquisadores do próprio território fortaleceu a confiança comunitária, ampliou a participação dos moradores e tornou visíveis impactos historicamente invisibilizados do calor extremo nas favelas. A combinação entre ciência, comunicação popular e mobilização territorial fortaleceu o debate sobre justiça climática e prevenção.
O que Pode Melhorar
A ampliação da infraestrutura de monitoramento, recursos técnicos e financiamento pode fortalecer a continuidade e escala das ações. Também é possível ampliar a participação de escolas, unidades de saúde e outros atores locais, fortalecendo ainda mais a integração territorial e o alcance comunitário.
Continuidade do Projeto
Sim. O Observatório do Calor prevê continuidade por meio do monitoramento climático territorial, produção permanente de dados locais, pesquisas comunitárias e fortalecimento da incidência pública sobre justiça climática. O projeto busca ampliar sua atuação, aprofundar análises sobre os impactos do calor extremo e fortalecer estratégias locais de adaptação e prevenção.