Guaíba / RS

Nem a Enchente Nos Cala: Vozes e Resiliência em Guaíba

Organizações Sociais

A campanha mobilizou a comunidade de Guaíba e a zona rural de Logradouro para enfrentar os impactos severos das cheias. Focamos na criação de uma Rede de Comunicação Popular e no uso de ferramentas de educomunicação para combater o isolamento informacional e a desinformação climática que afetam diretamente as populações mais vulneráveis.

Dados do Proponente

Instituição
Assiciação de Transgêneros de Guaíba

Dados da Campanha

Com quem
A campanha foi coordenada pela Associação Igualdade Guaíba com a participação ativa de 60 mulheres e moradoras das periferias urbanas e da zona rural de Logradouro. Contamos com o apoio fundamental de ativistas de direitos humanos, educadores técnicos voluntários e redes nacionais de assessoria que uniram esforços no planejamento e execução.
Para quem
O público alcançado foi composto diretamente por 60 mulheres, lideranças comunitárias e moradoras das periferias de Guaíba e da comunidade rural de Logradouro afetadas pelas enchentes. Indiretamente, a campanha beneficiou as famílias locais e a rede de vizinhos integrada ao sistema comunitário de alertas precoces.
Onde
A campanha foi realizada no município de Guaíba (RS), abrangendo de forma prioritária as comunidades das periferias urbanas afetadas pelas cheias e a comunidade rural de Logradouro. A atuação focou nos territórios vulneráveis que sofreram com o isolamento informacional e a desestruturação pós-desastre.
Como
Sem produção de materiais físicos, a campanha focou em ações práticas presenciais: realizamos busca ativa, rodas de escuta territorial sobre os impactos das cheias e círculos de cuidado coletivo com suporte psicossocial. Também estruturamos encontros de base para articular a Rede de Comunicação Popular e treinar alertas comunitários.
Quando
A campanha local foi realizada de forma contínua ao longo de um ciclo de mobilização territorial intensiva, concentrando suas principais assembleias de moradoras, rodas de escuta e círculos de cuidado psicossocial entre os meses de abril e maio de 2026.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida
Riscos e Desastres Abordados
Enchente Alagamento Inundação

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Mayday
  • Lupy Vereda
Alcance Social
Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Pessoas LGBTQIA+ Mulheres Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Folder de Divulgação
Ações Realizadas
  • Realizamos rodas de escuta territorial e círculos de cuidado psicossocial para acolhimento das moradoras. Também promovemos encontros de base para mapeamento participativo dos danos das cheias e das áreas de isolamento informacional, estruturando coletivamente os eixos iniciais da Rede de Comunicação Popular e alertas comunitários.
  • Realizamos rodas de escuta territorial e círculos de cuidado psicossocial para acolhimento das moradoras. Também promovemos encontros de base para mapeamento participativo dos danos das cheias e das áreas de isolamento informacional, estruturando coletivamente os eixos iniciais da Rede de Comunicação Popular e alertas comunitários.

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas)
Como os Dados Foram Utilizados
Na prática, os relatos orais e as vivências das moradoras sobre a inundação de 2024 foram a base para identificar os gargalos de comunicação no território. Cruzamos os depoimentos colhidos nas rodas de escuta com uma caminhada de reconhecimento para desenhar um mapa participativo informal, apontando os pontos críticos que ficam isolados e sem sinal de rede. Isso permitiu planejar rotas físicas seguras para o fluxo de alertas comunitários.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
O maior acerto foi centralizar a campanha no acolhimento psicossocial e na escuta ativa das mulheres, criando um ambiente seguro para que os relatos das cheias fossem valorizados. A metodologia presencial de base funcionou plenamente: a busca ativa e as rodas descentralizadas garantiram a adesão e o protagonismo de moradoras periféricas e rurais que sofrem com o isolamento digital. Essa mobilização afetiva e territorial provou ser a melhor forma de organizar a comunidade.
O que Pode Melhorar
É preciso melhorar a infraestrutura de comunicação e o suporte logístico para os deslocamentos até as áreas rurais isoladas. A falta de materiais físicos e de recursos para conectividade digital limitou um alcance ainda maior no território. Numa próxima vez, será fundamental planejar uma dotação orçamentária prévia para custear transporte e produzir subsídios pedagógicos impressos, garantindo a sustentabilidade da rede de alertas mesmo em cenários de apagão tecnológico.
Continuidade do Projeto
Sim, a campanha continua. O desenho preliminar de continuidade está estruturado em uma nova matriz de projeto que visa fortalecer a participação democrática local e a resiliência ambiental na região. O plano prevê encontros mensais fixos com as lideranças mapeadas para consolidar a Rede de Comunicação Popular e estruturar fisicamente os fluxos de alertas precoces. O objetivo é transformar a mobilização comunitária em uma tecnologia social permanente no território.

Links e Materiais de Apoio

Links de Ações