Erechim / RS

Juventudes que mapeiam riscos e transformam territórios: Proteger vidas, fortalecer comunidades e construir justiça climática no Alto Uruguai Gaúcho.

Instituições de Ensino Superior

Fortalecer a participação da juventude na implementação da Política Nacional de Educação Ambiental, incentivando estudantes a refletirem sobre os impactos das mudanças climáticas, compreender os riscos climáticos no território local, identificar vulnerabilidades socioambientais e propor soluções de mitigação, adaptação e prevenção.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Comunitárias Cursos de graduação, cursos de pós-graduação, núcleos de pesquisa, projetos de extensão
Instituição
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI
Observações sobre a IES
Laboratório de Educação Ambiental - Programa de Pós-Graduação em Ecologia

Dados da Campanha

Com quem
A organização, planejamento e execução das ações é liderada por representantes da juventude universitária (Graduação e Pós-Graduação), em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação, Associação dos Municípios do Alto Uruguai, Conselhos Municipais de Meio Ambiente, Prefeituras Municipais e Comitês Verdes escolares.
Para quem
O público alcançado pela campanha local é formado principalmente por estudantes do ensino médio, comunidades escolares, professores, famílias, moradores das comunidades próximas às escolas e lideranças locais.
Onde
Abrange 41 municípios da Região Norte do Rio Grande do Sul, denominada de Alto Uruguai. O foco é o território local de cada escola, especialmente áreas vulneráveis a riscos climáticos como alagamentos, inundações, deslizamentos, secas, queimadas, ondas de calor, ondas de frio, granizo, tempestades e aumento de vetores de doenças.
Como
O trabalho está sendo realizado por meio da mobilização juvenil, estudos e formações, investigação e mapeamento dos riscos no território, produção de materiais, socialização com a comunidade, formação de professores, Fórum de Meio Ambiente, Maratona de Inovação Climática e implementação das propostas nas escolas, fortalecendo a ação climática local
Quando
O projeto iniciou em fev. de 2026. A socialização dos trabalhos nas comunidades escolares está prevista para o mês de junho de 2026. A implementação das propostas construídas na Maratona de Inovação Climática ocorrerá de jul. a nov.2026, e a socialização final das experiências está prevista dez.2026.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco Eixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade
Riscos e Desastres Abordados
Doenças transmissíveis Deslizamento de terra Seca / estiagem Alagamento Vendaval Inundação Ondas de calor Enchente

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Escola Estadual de Educação Básica de Aratiba — Aratiba; Colégio Estadual Presidente Costa e Silva — Áurea; Escola Estadual Mario Quintana — Barão de Cotegipe; E.E.M. Cardeal Leme — Barra do Rio Azul; Escola Estadual de Ensino Médio Benjamin Constant do Sul — Benjamin Constant do Sul; Escola Estadual de Educação Básica Sylvio Dal Moro — Cacique Doble; Escola Estadual de Ensino Médio Campinas do Sul — Campinas do Sul; Escola Estadual de Ensino Médio Carlos Gomes — Carlos Gomes; Escola Estadual de Ensino Médio Inglês de Souza — Charrua; E. E. de Educação Básica Barragem do Rio Passo Fundo — Entre Rios do Sul; Colégio Estadual Irineu Evangelista de Souza — Erebango; Escola Estadual de Ensino Médio Irany Jaime Farina — Erechim; Colégio Estadual Haidée Tedesco Reali — Erechim; E.E.E.M. Professora Helvetica Rotta Magnabosco — Erechim; Escola Estadual de Educação Básica Dr. Sidney Guerra — Erechim; Escola Estadual de Ensino Médio Erval Grande — Erval Grande; Escola Estadual de Ensino Médio Francisco de Assis — Estação; EEEM Campos Sales — Floriano Peixoto; Colégio Estadual Líbano Alves de Oliveira — Gaurama; Colégio Estadual Antônio Scussel — Getúlio Vargas; Escola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo — Jacutinga; Escola Estadual de Ensino Médio Castro Alves — Machadinho; Instituto de Educação Estadual Marcelino Ramos — Marcelino Ramos; Escola Estadual Básica Mariano Moro — Mariano Moro; Escola Estadual de Ensino Médio Divino Mestre — Maximiliano de Almeida; Escola Estadual de Ensino Médio São José — Ponte Preta; Escola Estadual de Ensino Médio de Quatro Irmãos — Quatro Irmãos; Escola Estadual Genoveva Pelisser — Santo Expedito do Sul; Escola Estadual de Educação Básica Frei José — São João da Urtiga; Escola Estadual de Ensino Médio José Gelain — São José do Ouro; Escola Estadual de Educação Básica São Valentim — São Valentim; EEEM Nossa Senhora de Lourdes — Três Arroios; Escola Estadual de Educação Básica Viadutos — Viadutos; Escola Estadual de Ensino Médio Dr. João Caruso — Erechim; Escola Estadual de Ensino Médio Coronel Raul Barbosa — Paulo Bento; Escola Estadual Normal José Bonifácio — Erechim; Escola Estadual de Ensino Médio Professora Fernandina Rigoti — Itatiba do Sul; Colégio Estadual Sananduva — Sananduva; Colégio Estadual Professor Mantovani — Erechim; Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando — Erechim.
  • Secretarias de Educação - AMAU; Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA; Secretaria Municipal de Educação - SMED; Secretaria Municipal de Obras Públicas e Habitação – SMOPH; Secretaria Municipal de Saúde Secretaria Municipal da Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar – SMAASA
  • ASCAR/EMATER Erechim; Companhia Riograndense de Saneamento – CORSAN; 2° PELOTÃO DE POLÍCIA AMBIENTAL; Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI Campus de Erechim; Ordem dos Advogados do Brasil – OAB; Sociedade dos Engenheiros Florestais Autônomos do Estado do Rio Grande do Sul – SEFARGS; Universidade Federal Fronteira Sul – UFFS; Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB – Núcleo José Albano Volkmer; Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS; Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Erechim – SINDUSCON; Fundação Luterana de Diaconia; Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia; Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA - Inspetoria de Erechim; Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim - ACCIE; Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai - SUTRAF; Sindicato Rural de Erechim
Alcance Social
Educadores e profissionais da educação básica Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Básica) Estudantes (Educação Superior) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Agentes de Organizações da Sociedade Civil Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Não houve ação voltada à diversidade e inclusão

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Materiais de divulgação das ações de formação
  • Está em fase de elboração - história em quadrinhos
Ações Realizadas
  • As ações semanais de formação e planejamento estão sendo realizadas com o objetivo de organizar, acompanhar e qualificar as etapas do XXII Fórum de Meio Ambiente da Juventude do Alto Uruguai Gaúcho e da I Maratona de Inovação Climática. Esses encontros envolvem estudos sobre riscos climáticos, planejamento das atividades nas escolas, orientação para a investigação dos territórios, definição de materiais a serem produzidos e organização das estratégias de mobilização e socialização com a comunidade. As formações também fortalecem o protagonismo juvenil, apoiando estudantes, professores e Comitês Verdes na construção de propostas voltadas à prevenção de riscos, à proteção da vida e à justiça climática.
  • Cada escola desenvolveu a sua atividade de coleta de dados. A atividade central, intitulada “Conhecendo os Riscos Climáticos no Nosso Território”, busca promover a compreensão dos riscos presentes nos municípios, bairros e comunidades onde as escolas estão inseridas, incentivando estudantes do ensino médio a identificar vulnerabilidades, analisar impactos e propor soluções de mitigação, adaptação e prevenção. A proposta parte do estudo dos diferentes tipos de riscos climáticos, com base na classificação do CEMADEN: riscos hidrológicos, como deslizamentos, erosão, enxurradas, inundações e alagamentos; riscos meteorológicos, como tempestades e granizo; riscos climatológicos, como seca, queimadas, ondas de calor e ondas de frio; e riscos biológicos, como aumento de vetores de doenças e pragas agrícolas. A metodologia prevê uma etapa inicial de introdução aos conceitos de risco climático e diálogo sobre eventos extremos já vivenciados na região, seus impactos e as medidas adotadas para prevenção e resposta. Em seguida, os estudantes realizam a investigação do território, observando sinais de vulnerabilidade, mapeando áreas de risco, entrevistando moradores, familiares e lideranças, levantando registros sobre eventos climáticos extremos e construindo uma linha do tempo dos desastres ocorridos nos últimos anos. A partir dos dados coletados, os grupos analisam quais riscos são mais frequentes, quais causam maiores danos e quais afetam mais pessoas, além de identificar recursos existentes para proteção da população, como sistemas de alerta, abrigos e rotas de fuga. Os resultados serão sistematizados em materiais como cartilhas, relatórios, vídeos, peças de teatro, palestras e mapas de riscos climáticos. A socialização dos trabalhos com a comunidade escolar e local fortalece a educação ambiental, o pensamento crítico e o compromisso coletivo com a justiça climática.

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Materiais educacionais do Cemaden Educação (Jornadas Pedagógicas, cursos, publicações) e/ou da Secretaria Nacional de Periferias (cursos, cartilhas, vídeos, publicações)
Como os Dados Foram Utilizados
Os materiais estão subsidiando formações, planejamento e investigação dos territórios. Dados do CEMADEN, INPE e outras fontes servem para apoiar o estudo dos riscos climáticos. Estudantes estão produzindo dados locais por mapeamentos, entrevistas, buscas em fontes oficiais e meios de comunicação. Também foram usados dados de chuva e rios, além de materiais educativos para orientar debates, cartilhas, vídeos, relatórios e propostas de prevenção.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
As ações, iniciadas em fevereiro de 2026 e previstas até dezembro de 2026, estão fortalecendo a mobilização juvenil, o envolvimento das escolas e a compreensão dos riscos climáticos locais. Destacam-se as formações, o mapeamento participativo, a produção de materiais e o protagonismo dos estudantes.
O que Pode Melhorar
Como o projeto está em andamento desde fevereiro de 2026, alguns processos seguem sendo ajustados, especialmente o tempo para sistematizar dados, ampliar a participação das comunidades e qualificar os registros das ações. Para próximas etapas, é importante fortalecer o acompanhamento das escolas e a troca entre os grupos.
Continuidade do Projeto
A campanha continua até dezembro de 2026, com ações de formação, socialização, Fórum de Meio Ambiente, Maratona de Inovação Climática, qualificação e implementação das propostas nas escolas. A continuidade prevê o fortalecimento das ações climáticas locais e o compartilhamento das experiências.

Links e Materiais de Apoio