Currais Novos / RN

Incubadora de Redução de Riscos no Seridó: mobilização estudantil, educação climática e protagonismo juvenil no IFRN Currais Novos

Escolas de Educação Básica

Promover educação climática crítica e estimular o protagonismo juvenil, mobilizando estudantes para desenvolver ações e projetos de convivência com a seca, redução de riscos e justiça socioambiental, inspirados pela Campanha Nacional "Cidades sem Risco" integrando práticas pedagógicas à ações de mitigação das vulnerabilidades do Semiárido Potiguar.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Rede pública Ensino Técnico Ensino Médio
Instituição
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) Campus Currais Novos

Dados da Campanha

Com quem
A campanha envolveu estudantes do IFRN Campus Currais Novos, professores parceiros e comunidades escolares externas. Participaram da campanha estudantes do 1º ano do curso Técnico em Informática, do 3º ano do curso Técnico em Alimentos (turno matutino) e do 3º ano do curso Técnico Integrado em Alimentos (Vespertino) totalizando 114 alunos.
Para quem
A campanha mobilizou a comunidade interna do IFRN Currais Novos, envolvendo cerca de 112 estudantes e 04 servidores, além de agentes externos alcançados pelas ações territorializadas das equipes, como a comunidade escolar do Instituto Vivaldo Pereira (IVP), trabalhadores rurais e parlamentares municipais do Seridó Potiguar.
Onde
No IFRN campus Currais Novos
Como
A campanha ultrapassou os limites da sala de aula e estimulou cidadania climática, participação social e reflexão crítica sobre os riscos socioambientais do Semiárido. Slides educativos, folders autorais, cartazes, ilustrações artísticas, questionários gamificados no Kahoot e cartas institucionais. As ações integraram registros fotográficos.
Quando
Os estudantes tiveram o primeiro contato com a campanha durante as aulas de Geografia I, no período em que a 9ª Campanha Nacional Cidades sem Risco ocorreu em Natal/RN, nos dias 16 e 17 de abril. A partir da proposta de uma atividade em equipe como avaliação da disciplina, os alunos desenvolveram e concluíram suas propostas dia 22 de maio.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco Eixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terra Alagamento Seca / estiagem Doenças transmissíveis Inundação Ondas de calor Enchente

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Francisca Leiliane Sousa de Oliveira (profa de Geografia e orientadora da equipe); Francarlos Martins de Carvalho (Diretoria Acadêmica - DIAC/CN); Dayana do Nascimento Ferreira (Profa Alimentos); Renata Cardoso Marinho (Profa Artes) todos do IFRN Campus Currais Novos;
Alcance Social
Educadores e profissionais da educação básica Estudantes (Educação Básica)
Diversidade e Inclusão
Não houve ação voltada à diversidade e inclusão

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • pesquisas; planejamento coletivo; elaboração de slides; criação de folders; produção artística; registros fotográficos; palestras educativas; debates; quiz interativo no Kahoot; propostas de intervenção; ações de conscientização ambiental; envio de carta ao poder público municipal.
  • vídeos em fase de edição
  • 1 cartas; 1 virtual; 1 jogo da memória

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Materiais educacionais do Cemaden Educação (Jornadas Pedagógicas, cursos, publicações) e/ou da Secretaria Nacional de Periferias (cursos, cartilhas, vídeos, publicações) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Livro 100 coisas para saber sobre riscos e desastres
Como os Dados Foram Utilizados
Diante do curto tempo pedagógico (final de abril a maio de 2026) , transformamos momentos na sala de aula de Geografia I em um ambiente de imersão em pesquisa e análise de dados de ERRD. Os dados foram cruzados com a realidade vivida. Essa imersão teórica e humana serviu de base para que as 16 equipes desenhassem suas propostas avaliativas, extraindo diagnósticos reais para formular materiais lúdicos, adaptáveis além de cartas de reivindicação.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
Vincular a Campanha Nacional a nota de trabalho em equipena disciplina foi um sucesso metodológico potente. Mesmo com o curto período disponível para execução das ações, os estudante, atuando efetivamente apenas no final de abril, trouxe a urgência que gerou foco: 16 propostas foram estruturadas, resultando no desdobramento de diferentes frentes de impacto prático e social, potencializando o papel do IFRN como espaço de formação crítica e incubador de transformação territorial.
O que Pode Melhorar
O principal gargalo foi o tempo escasso, pois a mobilização iniciou apenas no final de abril e competiu com o cumprimento da ementa regular. Para o próximo ano, é fundamental inserir a participação na campanha no Calendário Acadêmico desde o início do semestre letivo. Isso permitirá que todas as equipes finalizem suas etapas de campo, garantindo que as propostas que ficaram em nível de projeto possam seguir.
Continuidade do Projeto
Sim! As 16 propostas geradas em Geografia I constituem agora o banco de projetos socioambientais que será submetido a "extensão" do campus. As ações mínimas e parciais das equipes serão retomadas nos bimestres seguintes. O objetivo é refinar os materiais informativos digitais criados, mantendo viva a articulação estudantil para ERRD.