São Paulo / SP

Direito à cidade , ao meio ambiente e ao envelhecimento na região de Perus

Organizações Sociais

Promover a conscientização da população de Perus sobre os riscos socioambientais e climáticos que afetam o cotidiano da periferia, por meio da educação ambiental, do mapeamento das fragilidades do território e do resgate da memória sobre violações ambientais históricas, fortalecendo a participação popular e o cuidado com o território.

Dados do Proponente

Instituição
Centro de Convivência Intergeracional de Perus - CACP

Dados da Campanha

Com quem
Trabalhadores do CCInter Perus, membros da Fundação Oswaldo Cruz e do BrCidades.
Para quem
A atividade foi realizada com os usuários do centro de convivência, os munícipes da região, membros de movimentos sociais do território e profissionais dos serviços da rede socioassistencial.
Onde
A ação foi realizada no território de Perus, localizado na zona norte de São Paulo, território que carrega um histórico marcado por injustiças ambientais que ainda produzem impactos na saúde, na qualidade de vida e na relação da população com o meio ambiente.
Como
Foi realizado o mapeamento do território, identificando suas potencialidades, como os serviços de acesso a direitos disponíveis na região, bem como os pontos de atenção, incluindo locais de descarte irregular de lixo e áreas suscetíveis a possíveis desastres, como os córregos.
Quando
A ação ocorreu nos dias 04/05/2026 e 08/05/2026 no território de Perus. Iremos participar de outro encontro no território de São Bernardo do Campo no dia 23/05/2026 para enriquecer o debate, com a possibilidade de analisar as demandas de outros territórios.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida
Riscos e Desastres Abordados
Outro Doenças transmissíveis Ondas de calor
Outros Riscos
Descarte incorreto de lixo e poluição causada por lixão/incinerador.

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • ATST, Cozinha Solidária
  • Fiocruz e Br Cidades
Alcance Social
Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Básica) Educadores e profissionais da educação básica Agentes de Organizações da Sociedade Civil Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Mulheres Crianças Pessoas LGBTQIA+

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • 8 Cartaz
Ações Realizadas
  • Caminhada pelo bairro

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas)
Como os Dados Foram Utilizados
Começamos os encontros conhecendo a história de cada participante. Na segunda etapa, realizamos o mapeamento participativo das fragilidades do território e o resgate da memória coletiva sobre violações históricas de direitos ambientais vividas pela comunidade, por meio de caminhadas do entorno. Em seguida, discutimos coletivamente os pontos positivos, negativos e de alerta da região com apoio de um mapa, no qual a comunidade indicava e construía visualmente esses elementos.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
Toda a ação foi marcada pela participação ativa da comunidade, com contribuições valiosas que ampliaram o olhar coletivo sobre os movimentos sociais e as políticas públicas no território. As discussões fortaleceram a compreensão sobre a preservação ambiental em Perus, além de refletir sobre como falhas do Estado e da própria comunidade nesse cuidado podem impactar diretamente a vida cotidiana, causando desastres e consequências para o território e para a saúde e o bem-estar dos moradores.
O que Pode Melhorar
O tempo previsto para cada encontro mostrou-se insuficiente, considerando que o território possui um histórico de violações ambientais, como a fábrica de cimento, o lixão, a vala clandestina e a possibilidade de implantação de um incinerador de lixo. As discussões trouxeram muitas informações valiosas que precisavam ser aprofundadas coletivamente, o que levou à extensão dos encontros para que fosse possível concluir os debates de forma adequada.
Continuidade do Projeto
Sim, continuaremos os encontros em outros territórios periféricos da cidade de São Paulo, ampliando o olhar sobre as diferenças territoriais relacionadas ao meio ambiente. A proposta é comparar as fragilidades, potencialidades e os riscos presentes em cada território, considerando as vivências e percepções das comunidades locais.