Vila Velha / ES

CADASTRAMENTO DOS SETORES DE RISCO DE VILA VELHA – ES

Órgãos públicos

Subsidiar a gestão municipal de riscos de desastres por meio da caracterização socioeconômica, etária e de vulnerabilidade das famílias residentes nos setores de risco geológico, fortalecendo a tomada de decisão em ações de prevenção, mitigação e preparação no âmbito do Plano Municipal de Proteção e Defesa Civil - PMPDEC

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Esfera municipal Defesas Civis
Instituição
SECRETARIA MUNICIPAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Dados da Campanha

Com quem
Agentes de Defesa Civil da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil - SEMPDEC, em articulação com lideranças comunitárias integradas dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), constituídos a partir dos dados levantados no ciclo de monitoramento de 2024
Para quem
Moradores dos setores de risco geológico classificados como Médio (R2), Alto (R3) e Muito Alto (R4), apontados pelo PMRR, com prioridade a grupos em situação de maior vulnerabilidade: pessoas idosas, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência visual, auditiva, motora ou intelectual
Onde
Bairros em que se encontram os setores de risco Médio (R2), Alto (R3) e Muito Alto (R4): Alecrim, Alvorada, Argolas, Aribiri, Ataide, Cavalieri, Chácara do Conde, Cobi de Baixo, Cobi de Cima, Glória, Ilha da Conceição, Jaburuna, Paul, Planalto, Praia da Costa, Rio Marinho, Sagrada Família, São Torquato, Vila Garrido, Zumbi dos Palmares
Como
Mediante visitas domiciliares sistematizadas aos setores de risco para levantamento de perfil socioeconômico, faixa etária, condições de saúde, vulnerabilidades funcionais e vínculos com programas sociais. Os dados coletados alimentam o PMPDEC e orientam ações de prevenção, monitoramento e resposta institucional
Quando
A campanha do 3º ciclo de cadastramento teve início em março de 2026, e encontra-se em andamento, com vistas à atualização do próximo PMPDEC

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terra

Parcerias e Alcance Social

Alcance Social
Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil)
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Mulheres

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • 1 no Youtube, um na mídia, 1 no Instagram
  • 8 no site da prefeitura e dessas, ao menos duas na mídia local
Ações Realizadas
  • Contratação de empresas para elaboração de projeto e execução de obras de contenção de encostas em bairros de Vila Velha

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Elaboração e produção de folders educacionais
Como os Dados Foram Utilizados
A SEMPDEC iniciou em 2021 o 1º ciclo de cadastro de domicílios e moradores situados nas áreas de risco geológico com base no PMRR (elaborado pelo governo federal). Em 2013 o município elaborou o Plano de Contingência, reformulado em 2019, e que passou a se chamar Plano Municipal de Proteção e Defesa Civil (PMPDEC). Além de contar com os pluviômetros do CEMADEN, recentemente instalou a própria rede de pluviômetros e estações meteorológicas automatizadas para monitorar o tempo.

Resultados

Resultados
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Uso de linguagem acessível ao território

Reflexão Final

O que Deu Certo
A coleta de dados por meio de cadastros sociais, simulados comunitários e monitoramentos contínuos fortaleceu a atuação territorial da SEMPDEC, ampliando sua capilaridade e a percepção local sobre o risco geológico. A ação também promove o pertencimento comunitário, o cuidado ambiental, a confiança institucional e a maior compreensão da realidade socioeconômica e da dinâmica territorial, qualificando a tomada de decisão do poder público em situações de desastre
O que Pode Melhorar
Ampliar os cadastros com uso de tecnologias da informação, garantindo maior celeridade e qualidade operacional; expandir o Projeto Defesa Civil na Escola para até 100% das escolas municipais de ensino fundamental; intensificar a captação de recursos estaduais e federais para elaboração de termos de referência, projetos e execução de obras estruturantes nas áreas R3 e R4, conforme o PMRR; e ampliar o quadro técnico da SEMPDEC por meio de futuro concurso público municipal
Continuidade do Projeto
Sim. As ações de prevenção, mitigação e preparação fazem parte do escopo diário e de planejamento das rotinas de trabalho da Defesa Civil do município de V. Velha/ES. Manteremos os cadastramentos com regularidade a fim de mapear e identificar as nuances e peculiaridade sociais e geográficas de cada território, conforme PMPDEC

Links e Materiais de Apoio