Fortaleza / CE

Agente Roxo: Mapeamento Territorial e Prevenção de Riscos na Epilepsia

Organizações Sociais

Mapear pessoas com diagnóstico de epilepsia em 20 bairros periféricos de Fortaleza para mitigar vulnerabilidades sociais e de saúde. O objetivo é promover o advocacy, garantir o acesso a direitos e capacitar a comunidade e lideranças em protocolos de primeiros socorros, prevenindo acidentes graves e diminuindo o estigma na periferia.

Dados do Proponente

Instituição
Movimento SOS EPILEPSIA

Dados da Campanha

Com quem
Pessoas com diagnóstico de epilepsia e suas famílias em 20 bairros vulneráveis de Fortaleza. O projeto beneficia diretamente mulheres chefes de família, mães atípicas, idosos e crianças que convivem com a condição, além de capacitar moradores locais e agentes comunitários para agirem corretamente em situações de crise na comunidade.
Para quem
Populações historicamente sub-representadas e estamos atuando em 20 bairros periféricos de Fortaleza em situação de vulnerabilidade social e de saúde. O projeto beneficia diretamente mulheres chefes de família, empreendedoras locais, moradores de áreas de risco socioambiental e a comunidade, fortalecendo a resiliência e a defesa de direitos.
Onde
Em Fortaleza, Ceará, abrangendo de forma estratégica 20 bairros periféricos que apresentam elevados índices de vulnerabilidade social e barreiras no acesso à saúde. As ações territoriais concentram-se em comunidades mapeadas, utilizando a sede da Associação de Mulheres Empreendedoras (AME) como um dos polos de articulação.
Como
Através da aplicação de questionários territoriais e busca ativa em campo para cadastrar pessoas sem acompanhamento regular. Realizamos rodas de conversa com mães, palestras com especialistas e oficinas práticas com o Protocolo C.A.L.M.A. de primeiros socorros, distribuindo cartilhas informativas impressas e digitais na rede local.
Quando
Iniciado com a mobilização da rede de apoio e distribuição de panfletos informativos em praças públicas. Em maio de 2026, consolidamos o primeiro diagnóstico territorial dos bairros mapeados, registrando mais de 200 cadastros em investigação. As oficinas de capacitação em crises e as ações de advocacy seguem em execução contínua.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco
Riscos e Desastres Abordados
Alagamento Doenças transmissíveis Ondas de calor

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • AME Ceará, MNLDPSR, MNCP, Epilepsia Fortaleza e Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza
Alcance Social
Agentes de Organizações da Sociedade Civil Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Outros públicos Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
Mulheres Crianças Povos tradicionais e originários Pessoas Idosas Pessoas com Deficiência

Materiais e Ações Realizadas

Ações Realizadas
  • Pessoas cadastradas com diagnósticos de epilepsia e que não tem nenhum acompanhamento regular e que precisam de investigação para se cuidar.
  • Reuniões, oficinas de conscientização, palestras com especialistas, rodas de conversas com mães.

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas)
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados locais produzidos de forma participativa permitiram identificar dezenas de moradores com epilepsia sem assistência médica regular ou medicação adequada. Na prática, esse mapeamento direcionou a realização de 25 oficinas e palestras nos pontos mais críticos dos bairros, subsidiou a entrega de panfletos educativos para combater o preconceito e forneceu dados concretos para cobrar políticas públicas de saúde e assistência para essas famílias.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território

Reflexão Final

O que Deu Certo
O engajamento direto e a confiança gerada na comunidade foram os maiores sucessos. A metodologia participativa permitiu mapear vulnerabilidades profundas através da escuta ativa das lideranças e moradores locais. A parceria com a AME Ceará potencializou a mobilização em rede, resultando na entrega bem-sucedida do primeiro diagnóstico territorial de 20 bairros periféricos, provando que as comunidades são produtoras ativas de dados e soluções para suas realidades.
O que Pode Melhorar
A principal dificuldade foi a infraestrutura tecnológica e de conectividade em campo, o que por vezes atrasou o preenchimento das ferramentas digitais de mapeamento pelos agentes. Para os próximos ciclos, é necessário buscar mais apoio logístico e investir em capacitação digital prévia e ferramentas offline, garantindo que a coleta de dados de saúde e vulnerabilidade social flua com mais agilidade mesmo em áreas com barreiras de sinal e acesso à internet e ter um transporte próprio ajudará.
Continuidade do Projeto
Sim, as ações continuam. O primeiro diagnóstico territorial serve como base científica comunitária para novos ciclos de advocacy e diálogo com o poder público. O desenho preliminar de continuidade prevê a criação de comitês locais de saúde e prevenção nas comunidades envolvidas e a expansão das oficinas preventivas de conscientização. O objetivo de longo prazo é consolidar um monitoramento permanente dessas vulnerabilidades sociais e de saúde para fortalecer a resiliência e o zero preconceito.