A Chave da Esperança: Mapeamento e Resiliência Territorial
Organizações Sociais
O objetivo é realizar o mapeamento participativo dos riscos crônicos de cheias e erosão nos rios Sarapuí e Dona Eugênia. Unindo o saber popular ao suporte técnico, buscamos mitigar desastres imediatos, gerar dados que comprovem a necessidade urgente de reassentamento habitacional e fortalecer as ações do Projeto Social Bom Dia Comunidade.
Dados do Proponente
Instituição
Alexander Silva
Dados da Campanha
Com quem
A iniciativa é realizada pelo grupo A Chave da Esperança e pelo Projeto Social Bom Dia Comunidade, através de moradores e da liderança local, que atua de forma voluntária junto à Defesa Civil. Essa articulação direta garante o monitoramento das áreas de risco, a abertura de chamados técnicos e o encaminhamento das demandas do território
Para quem
O público-alvo são as famílias e moradores que vivem em extrema vulnerabilidade socioambiental às margens dos rios afetados por inundações constantes. Através do grupo A Chave da Esperança, defendemos o direito dessa comunidade à moradia segura, dando voz activa na gestão de riscos e na luta por habitação digna e proteção definitiva.
Onde
As ações acontecem nas margens e poligonais de risco das bacias dos rios Sarapuí e Dona Eugênia, concentrando-se nas comunidades e áreas de especial interesse social do município de Mesquita, no Rio de Janeiro, locais monitorados pela liderança e que sofrem com graves processos de erosão e inundações crônicas.
Como
Realizamos vistorias comunitárias e registros fotográficos para identificar manilhas rompidas e assoreamento. Através de reuniões de alinhamento com moradores e da articulação voluntária com a Defesa Civil, catalogamos as evidências do colapso estrutural para abrir chamados oficiais e fundamentar a necessidade de reassentamentos.
Quando
O monitoramento deste território e o histórico de perdas dos moradores são crônicos e acompanhados há anos por nossos grupos. Esta etapa atual de consolidação de dados, novas vistorias focadas no colapso da macro-drenagem, assembleias com a comunidade e organização das fotos para o edital foi realizada entre março e maio de 2026
Eixos Temáticos e Riscos
Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vidaEixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco
Riscos e Desastres Abordados
EnchenteAlagamentoDeslizamento de terraInundação
Parcerias e Alcance Social
Parcerias
Defesa Civil
Projeto Bom dia comunidade/ Grupo a chave da Esperança/ Famesq
Alcance Social
Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil)Moradores da comunidade
Diversidade e Inclusão
CriançasMulheresPessoas Idosas
Materiais e Ações Realizadas
Materiais Produzidos
Diversos vídeos,sites e informações das nossas atividades, alinhamentos e articulações...
Ações Realizadas
Interação nos casos complexos entre a população e o poder público, participações em oficinas, conferências e realizações de obras de melhorias na comunidade.
Dados Utilizados
Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros)Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios)Materiais educacionais do Cemaden Educação (Jornadas Pedagógicas, cursos, publicações) e/ou da Secretaria Nacional de Periferias (cursos, cartilhas, vídeos, publicações)
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados locais e de monitoramento foram gerados através da escuta ativa dos moradores e da fiscalização técnica em áreas de risco (R3/R4/E4). Utilizamos o monitoramento comunitário para prevenir danos, comunicando alertas via WhatsApp e orientando a população sobre programas como o Cartão Recomeçar e o Periferia Viva. Esse mapeamento participativo permite que as decisões do grupo sejam baseadas na realidade da comunidade, garantindo que o poder público receba demandas reais e qualificadas.
Resultados
📊 Resultados
Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
Uso de linguagem acessível ao território
Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
Reflexão Final
O que Deu Certo
O que deu certo foi a criação de um canal direto de mobilização via WhatsApp e a realização de reuniões presenciais que legitimaram nossa pauta. A nossa capacidade de articular demandas junto à Prefeitura, unindo a força dos moradores à execução de obras preventivas (como a drenagem no beco), provou que o engajamento comunitário é a via mais eficaz para a solução de problemas habitacionais e de risco.
O que Pode Melhorar
Precisamos melhorar a formalização documental das nossas ações de campo e ampliar o alcance das reuniões para atingir um número ainda maior de famílias. Também é necessário aprimorar o tempo de resposta entre a demanda apresentada à gestão pública e a efetiva execução da obra ou benefício, buscando um diálogo mais ágil com os órgãos responsáveis para reduzir a espera da comunidade.
Continuidade do Projeto
Sim, as ações são contínuas. Nosso próximo passo é a consolidação da "Diretriz de Resiliência" junto ao Plano Diretor Municipal, mantendo a vigilância sobre as áreas de risco (R3/R4/E4) e o acompanhamento próximo do Minha Casa Minha Vida e Periferia Viva. Seguiremos com o projeto "Bom Dia Comunidade", fortalecendo a rede de proteção social e a participação popular no planejamento urbano.
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