Rio de Janeiro / RJ

Retratos das Enchentes

Organizações Sociais

Projeto de Geração Cidadã de Dados que nasce da necessidade de (i) produzir dados sobre os impactos de enchentes em favelas; (ii) ampliar a visibilidade estratégias locais de enfrentamento da crise climática; e (iii) reivindicar políticas públicas participativas e baseadas em evidência.

Dados do Proponente

Instituição
Instituto Decodifica

Dados da Campanha

Com quem
Além do Instituto Decodifica, para a realização do projeto na favela de Acari, contamos com a parceria do Coletivo Fala Akari, além de toda uma mobilização de outros atores importantes e moradores da comunidade.
Para quem
Lideranças que atuam na favela de Acari, bem como todo o conjunto de moradores da comunidade, uma vez que o projeto tenta fazer um resgate da memória dos eventos ocorridos em Acari, além de visar a produção de dados, a análise destes e diagnósticos que sirvam de base para a formulação de propostas em políticas públicas de resiliência e adaptação.
Onde
Na favela de Acari, localizada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.
Como
Através de parceria com lideranças e coletivos locais, processos de formação em justiça climática e produção de dados, colheita de dados com participação ativa dos moradores, retorno à comunidade com os dados para uma análise coletiva e formulação de soluções advindas da própria comunidade.
Quando
O projeto iniciou em abril de 2025, e já foram executadas as fases de Oficinas Territoriais e Pesquisa de Campo. Atualmente os dados estão em processo de análise, para no dia 18 de junho de 2026 realizarmos um Fórum Popular na favela de Acari junto aos moradores para desenvolver as estratégias de incidência política dos problemas prioritários.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco
Riscos e Desastres Abordados
Alagamento Deslizamento de terra Enchente Inundação Doenças transmissíveis

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Leticia, Zilda, Bruna, Luize, Gabrielle, Thayná
Alcance Social
Moradores da comunidade Educadores e profissionais da educação básica Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Básica) Estudantes (Educação Superior) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Agentes de Organizações da Sociedade Civil
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Povos tradicionais e originários Mulheres Pessoas LGBTQIA+ Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • 12 reels
  • 2 bandeiras, 3 folders, mais de 20 posts
  • 1 livro de relatório dos dados preliminares
  • Folha de São Paulo, RJTV, Voz das Comunidades, etc
  • 1 documentário
Ações Realizadas
  • 2 oficinas, 50 reuniões, 6 aulas
  • 2 grupos focais e 1 pesquisa de campo (200 domicílios)

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Materiais desenvolvidos pelo Instituto Decodifica. Livro: "Quem Precisa de Justiça Climática no Brasil?", Organizadoras: Andréia Coutinho e Letícia Maria Lima
Como os Dados Foram Utilizados
foram realizados grupos focais, oficinas territoriais (com momentos expositivos e educativos sobre Justiça Climática, Racismo Ambiental e enchentes, alagamentos e inundações; e um outro momento de coleta de dados qualitativos com a Roda de Memória Climática e uma dinâmica cartografia social com mapas das comunidades), pesquisa quantitativa de campo em cerca de 200 domicílios; além dos conteúdos de comunicação: offline, como zines e o livro; e online: nas redes sociais e um documentário inédito

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
O processo foi bastante longo e com diversas fases, mas isso foi extremamente importante para desenvolver o projeto com tanta complexidade e que visa uma transformação na realidade das comunidades que participaram: como resultados principais, o apoio institucional as orgs parceiras, o incentivo a participação dos moradores, apresentação do projeto em diversas mesas realizadas na COP30, matéria no RJTV, articulações com o Poder Público através do projeto, e vencer o Prêmio Periferia Viva.
O que Pode Melhorar
Como Acari foi a primeira comunidade a receber o projeto há mais de um ano, e após isso mais cinco comunidades o receberam (mais uma no RJ, duas em PE e duas no MA), muitos processos já foram revisados, potencializando os aspectos negativos e corrigindo erros, como uma comunicação eficiente entre os membros das organizações parceiras, definição de prazos, antecipação de riscos, etc
Continuidade do Projeto
Sim! no caso de Acari, o projeto está na fase de análise de dados (que está sendo numa formação que os parceiros estão passando), após essa fase será realizado um fórum popular na comunidade para apresentar os dados e junto aos moradores avançarem na análise dos dados e na proposição de soluções para os problemas identificados na pesquisa. Neste evento que será integrado a Campanha #aprenderparaprevinir, ressaltando a importância do Cemaden. após o fórum, começará a fase de Advocacy político.

Links e Materiais de Apoio