JI-PARANÁ / RO

REDE DE MONITORAMENTO CIDADÃ: fomentando resiliência hídrica e climática em comunidades amazônicas

Instituições de Ensino Superior

Implementar uma rede de monitoramento participativo do microclima, da variação da disponibilidade hídrica e qualidade das águas de rios e igarapés em comunidades tradicionais das bacias dos rios Ji-Paraná e Guaporé (Rondônia), visando a elaboração participativa de estratégias de mitigação e adaptação para promover resiliência a eventos extremos.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Públicas Faculdades, Centros Universitários, Centros de Educação Tecnológica Cursos de graduação, cursos de pós-graduação, núcleos de pesquisa, projetos de extensão
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA, CAMPUS JI-PARANÁ - ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA
Observações sobre a IES
Nucleo de Estudos em Agroecologia (NEA) Mãe Reis/RIPERC/CTNEAC

Dados da Campanha

Com quem
Comunidades e povos tradicionais, notadamente, ribeirinhos, quilombolas e indígenas, das bacias do Guaporé e Machado/RO, em parceria com Programa LBA, rede de resiliência climática (RIPERC), Iniciativa Amazônia +10, por meio de FAPs parceiras: FAPESP, F. ARAUCÁRIA, FAPEAP e FAPERO.
Para quem
Comunidades e povos tradicionais, notadamente, ribeirinhos, quilombolas e indígenas, das bacias do Guaporé e Machado/RO. Nesta perspectiva, não são apenas público, mas atores que participam da construção e ações coletivas da campanha e de projetos locais.
Onde
Bacias do rio Machado, com comunidades da T.I Igarapé Lourdes; Bacia do rio Guaporé (Vale do Guaporé), com Comunidades quilombolas de Santa Fé, Forte Príncipe da Beira - Costa Marques/RO.
Como
Por meio de análises de vazão de cursos d'água, identificação da disponibilidade hídrica nas estações seca e chuvosa, orientando ações que promovam acesso à água e melhorias na qualidade de vida e meio ambiente; avaliação da qualidade da água; instalação de estação de monitoramento para a rede de monitoramento cidadã nas comunidades.
Quando
Projeto em andamento desde 2024. Campanha Cidades sem riscos realizada em 14, 15 e 16 de maio de 2026, encontro presencial na UNIR - Campus de Ji-Paraná, com ações integradas em comunidade indígena (TI Igarapé Lourdes, aldeia Pay Gap, povo Arara Karo).

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida
Riscos e Desastres Abordados
Enchente Ondas de calor Inundação Seca / estiagem Alagamento Outro
Outros Riscos
Impactos nos ecossistemas e na segurança alimentar das comunidades.

Parcerias e Alcance Social

Alcance Social
Moradores da comunidade Educadores e profissionais da educação básica Estudantes (Educação Superior) Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Básica) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil)
Diversidade e Inclusão
Pessoas Idosas Povos tradicionais e originários Mulheres Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • 02 folders, 01 manual, 01 cartilha (em elaboração), 02 cards para redes
  • ebook
  • 01 reportagem em jornal, 01 entrevista
Ações Realizadas
  • rodas de conversa, oficinas, mapeamento participativo
  • Oficinas, diagnósticos, análise de água, instalação de equipamentos
  • Campanhas de qualidade de água e medidas micrometeorológicas
  • questionários, entrevistas, mapeamento participativo

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios)
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados científicos do CEMADEM, Inpe e Hidroweb (ANA) são utilizados para fins educativos em oficinas e palestras, e para inserção em material de divulgação; dados produzidos localmente servem de subsidio para definição de ações de forma coletiva.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
A parceria estabelecida com as comunidades se consolida cada vez mais, por meio de ações no território, formações, eventos conjuntos e produção de conhecimento em parcerias; o monitoramento permanente por meio de estações micro meteorológicas está em pleno funcionamento nas comunidades, que fazem parte de sua instalação, manutenção e interpretação de dados.
O que Pode Melhorar
Estações com médio custo podem ter maiores desafios para manutenção e transmissão de dados, especialmente, em regiões remotas e de difícil acesso à internet. Analisar opções alternativas de modelos de estação micrometeorológicas.
Continuidade do Projeto
Sim, a rede de monitoramento se consolida, e se prevê a ampliação em pelo menos, mais duas comunidades tradicionais de RO, além de parceria estabelecida com comunidade extrativista no AMAPÁ, por meio da Iniciativa AM+10, para instalação de mais 02 estações.

Links e Materiais de Apoio