Peruíbe / SP

Conferência Livre ODS – Peruíbe Regional

Organizações Sociais

A campanha constituiu processo de articulação regional interconselhos voltado à justiça climática, participação social e prevenção de vulnerabilidades socioambientais na Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Dados do Proponente

Instituição
Articulação entre Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero - Movimento Nacional ODS/ MNODS Núcleo Peruíbe

Dados da Campanha

Com quem
A campanha foi construída coletivamente por integrantes do Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero, MNODS Núcleo Peruíbe, conselhos municipais, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, representantes do poder público, universidades, lideranças comunitárias e participantes de diferentes municípios da região.
Para quem
A articulação inicial alcançou lideranças comunitárias, ativistas sociais, conselhos municipais, representantes institucionais, população LGBTQIAPN+, comunidades tradicionais e originárias, estudantes, profissionais da educação, cultura, assistência social, saúde, meio ambiente e demais pessoas interessadas em direitos humanos e justiça climática.
Onde
As ações ocorreram no município de Peruíbe/SP, com articulação regional envolvendo municípios da Baixada Santista e Vale do Ribeira, territórios sujeitos a vulnerabilidades socioambientais relacionadas às mudanças climáticas, desigualdades sociais e riscos territoriais.
Como
Foram realizadas mobilizações institucionais, reuniões preparatórias, conferência regional participativa, rodas de diálogo temático, debates intersetoriais, articulações territoriais, produção de propostas coletivas, atividades culturais e construção inicial de rede regional interconselhos voltada à justiça climática e participação social.
Quando
As ações ocorreram entre fevereiro e maio de 2026, culminando na realização da Conferência Livre ODS – Peruíbe Regional, realizada em 15 de maio de 2026, na Câmara Municipal de Peruíbe.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco Eixo 4. Morar no morro: deslizamentos, chuvas intensas e proteção do território Eixo 5. Calor extremo e seca: quando o clima afeta o corpo e a cidade
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terra Alagamento Erosão costeira Vendaval Enchente Ondas de calor Inundação Aumento do nível do mar Doenças transmissíveis

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Gabinete do Prefeito; Secretaria de Governo; Secretaria da Educação; Secretaria da Saúde; Secretaria da Assistência Social; Secretaria de Meio Ambiente; Secretaria da Cultura e Câmara Municipal; Defensoria Pública do Estado de São Paulo - Unidade Itanhaém e UNidade Registro.
  • Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero de Peruíbe; Conselho Municipal da Economia Popular e Solidária de Peruíbe; Conselho Municipal de Políticas Culturais de Peruíbe; Conselho Municipal de Meio Ambiente de Peruíbe; Conselho Municipal da Mulher de Peruíbe; Coletivo Colmeia Ritmos e Movimentos de Peruíbe; União dos Moradores do Jardim Quiles de Itariri e Adjacências; Secretaria da Diversidade/Depto de Assuntos LGBT+ de Praia Grande; Secretaria da Diversidade/Depto de Assuntos da Igualdade Racial; Associação da Parada do Orgulho LGBT de Praia Grande; Aldeia Indígena Nhamderekoa; Coletivo Marsha SEDUC Praia Grande; Fundação Instituto de Terras Estado de São Paulo; Quilombo Pedro Cubas Eldorado; OSC Mães pela Diversidade Mongaguá; Núcleo Educafro Rufino-Santos; Movimento Negro Unificado-Santos; Coletivo Morro da-Peruíbe; Associação LGBTQIAPN+ Maria das Neves de Cubatão; Faculdade FMU Gestão Pública.s Panelas
  • Articulação Territorial - Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Registro, Eldorado.
Alcance Social
Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Agentes de Organizações da Sociedade Civil Educadores e profissionais da educação superior Estudantes (Educação Superior) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil)
Diversidade e Inclusão
Pessoas Idosas Povos tradicionais e originários Pessoas LGBTQIA+ Mulheres Pessoas com Deficiência

Dados Utilizados

Como os Dados Foram Utilizados
A campanha articulou referências sobre emergência climática, justiça climática e redução de riscos de desastres, incluindo materiais públicos relacionados à Agenda 2030 e educação climática. Também foram utilizados relatos territoriais, experiências comunitárias e percepções locais sobre enchentes, vulnerabilidades urbanas e desigualdades sociais apresentados por participantes da Baixada Santista e Vale do Ribeira durante os debates e rodas temáticas da Conferência.

Resultados

Resultados
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
  • Outros resultados

Fortalecimento de articulação regional; criação inicial do Fórum Regional Interconselhos; construção coletiva da Carta Pública; aproximação entre direitos humanos e justiça climática.

Reflexão Final

O que Deu Certo
A mobilização fortaleceu a articulação entre conselhos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, instituições públicas e lideranças territoriais da Baixada Santista e Vale do Ribeira. Destacaram-se a mobilização regional, os debates sobre justiça climática e vulnerabilidades sociais, a participação de grupos historicamente vulnerabilizados e a construção coletiva de propostas relacionadas à Agenda 2030 e à participação social.
O que Pode Melhorar
O curto período de mobilização e as limitações estruturais dificultaram maior alcance territorial e participação ampliada de alguns municípios e segmentos sociais. Em futuras etapas, pretende-se fortalecer previamente a comunicação comunitária, ampliar parcerias institucionais, desenvolver ações continuadas de educação climática e consolidar mecanismos permanentes de articulação regional.
Continuidade do Projeto
Sim. A Conferência constituiu etapa inicial de um processo continuado de articulação regional. Está em construção a Carta Pública Interconselhos e Organizações da Sociedade Civil e o Fórum Regional Interconselhos pelos Direitos Humanos e Justiça Climática, voltados ao fortalecimento da participação social, educação climática, cooperação territorial e prevenção de vulnerabilidades socioambientais.

Links e Materiais de Apoio