São Paulo / SP

Oficinas Participativas de Avaliação das Ameaças Socioclimáticas (OPA!)

Instituições de Ensino Superior

Co-construir conhecimentos com as comunidades, sobretudo as vulnerabilizadas, sobre ameaças socioclimáticas e suas relações com o território para contribuir para o processo de tomada de decisão na governança climática de nível municipal.

Dados do Proponente

Segmento do Proponente
Públicas Faculdades, Centros Universitários, Centros de Educação Tecnológica
Instituição
Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP)
Observações sobre a IES
Co-planejamento para justiça climática no município de São Vicente: desenvolvimento de ferramentas para tomada de decisão baseada no território com evidências científicas e comunitárias (Coop Clima - São Vicente)

Dados da Campanha

Com quem
USP, Prefeitura de São Vicente (SEPLAG, SEMAM, SEDUC, SEDES e SESAU), lideranças comunitárias de São Vicente, Coletivo Periférico Olhar Marginal, Luanda Aparecida Bonadio Treinamento Profissional e Provedor de Conteúdo, UFABC e Unesp.
Para quem
População de diferentes bairros da cidade de São Vicente (SP).
Onde
Cidade de São Vicente nos bairros Japuí, Vila Cascatinha, Vila Jockei Clube, Vila Margarida, Conjunto Residencial Humaitá, Rio Branco, Catiapoã, Itararé e Gonzaguinha.
Como
Por meio de oficinas participativas nos bairros compostas por três núcleos: Memória (“Café Mundial”), Mapeamento Participativo e Letramento Climático (“Detetive Climático”). Foram desenvolvidos relatórios, mapas, murais e dois eventos de divulgação.
Quando
Planejamento: Março/25 a Agosto/25
Organização: Setembro/25
Execução: Outubro/25 a Março/26

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida
Riscos e Desastres Abordados
Deslizamento de terra Alagamento Enchente Ondas de calor Seca / estiagem Inundação Vendaval Aumento do nível do mar Doenças transmissíveis

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Unesp (Instituto de Biociências, Campus do Litoral Paulista), EMEIEF Nilton Ribeiro, EMEF Prof. Renan Alves Leite, EMEF Antônio Pacifico, EMEF Lúcio Martins Rodrigues, EMEF CAIC - Ayrton Senna da Silva, EE Esmeraldo Soares Tarquínio de Campos F., EE Margarida Pinho Rodrigues e EE Professora Maria Thereza
  • Coletivo periférico de artes visuais Olhar Marginal
Alcance Social
Estudantes (Educação Básica) Estudantes (Educação Superior) Moradores da comunidade Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal)
Diversidade e Inclusão
Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Mulheres Crianças

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Posts/cards para redes sociais, cards para grupos de WhatsApp e cartaz.
  • 1 Cartilha
  • Notícia impressa e digital
Ações Realizadas
  • Mostra de curtas, exposições e mostras culturais
  • Cinedebate, oficina de crochê, letramento climático, oficinas participativas e encontros culturais
  • Oficinas de construção da memória local e oficinas de mapeamento participativo

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Materiais educacionais do Cemaden Educação (Jornadas Pedagógicas, cursos, publicações) e/ou da Secretaria Nacional de Periferias (cursos, cartilhas, vídeos, publicações) Outras fontes de materiais educacionais
Outros Dados
Livro "Detetive Climático"
Como os Dados Foram Utilizados
Os dados científicos (IBGE, Seade, Inpe, SBG, entre outros) embasaram o diagnóstico inicial da cidade no planejamento; os dados locais de ameaças socioclimáticas e de memória local foram produzidos durante as oficinas e, anteriormente, um diagnóstico rápido participativo com o governo municipal embasou a construção das oficinas; e o material educacional do Detetive Climático foi adaptado para o núcleo de letramento climático com as crianças e adolescentes nas oficinas.

Resultados

Resultados
  • Acesso à informação e garantia de direitos com a ampliação do conhecimento sobre mudanças do clima, prevenção de riscos de desastres e justiça climática
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil
  • Mobilização de crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Inclusão de idosos, pessoas com deficiência (PCD), povos originários, comunidades tradicionais, pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais, (LGBTQIA+) e outras
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade

Reflexão Final

O que Deu Certo
As oficinas participativas e os eventos permitiram aproximar comunidades, universidades e governo municipal em diálogo e construção de conhecimentos para incidência na política climática da cidade. Essa articulação está possibilitando uma cocriação de atividades de divulgação (como as mostras culturais) e de planejamento para políticas públicas municipais. Também, o engajamento comunitário nas oficinas contribui para a sensibilização sobre os riscos climáticos vividos em cada território.
O que Pode Melhorar
Dentre os desafios percebidos, cabe citar: um contato preliminar com as lideranças comunitárias, com visitas que podem melhorar o engajamento da comunidade, a criação de protocolos para registros das atividades pode ajudar a coletar o maior número de informações possível para análise e continuidade do projeto, o estabelecimento de funções claras para cada membro do grupo organizador e das parcerias pode contribuir para a distribuição equitativa de tarefas e maior alcance das oficinas.
Continuidade do Projeto
Sim. Criação de grupos de trabalho dentro do governo municipal, incluindo Defesa Civil, e universidades parceiras, realização do 2º ciclo das oficinas para itinerância do festival e pensar medidas adaptativas baseadas nas comunidades, sobretudo aquelas que não foram incluídas no 1º, divulgação dos materiais produzidos em eventos nas comunidades, na cidade e nos meios de comunicação científica. O projeto iniciou em 2023 e vai até 2026, com possibilidade de prorrogação.

Links e Materiais de Apoio