Rio de Janeiro / RJ

Amanaci: Monitoramento Ambiental, Educação Popular e Justiça Climática

Organizações Sociais

Mobilizar a Ocupação Dandara em formações abertas à toda comunidade sobre sua realidade ambiental, abordando enchentes, alagamentos, inundações e riscos de doenças transmissíveis. O objetivo é conhecer os riscos locais para prevenir desastres, debater o direito à vida e a justiça climática, e fortalecer o cuidado coletivo no cotidiano do risco.

Dados do Proponente

Instituição
Coletivo Força Motriz

Dados da Campanha

Com quem
A campanha está sendo desenvolvida de forma colaborativa, coordenada pelo COLETIVO FORÇA MOTRIZ, formado por estudantes e pesquisadores universitários jovens de territórios periféricos, com a participação de lideranças comunitárias, moradores locais e parceiros institucionais como o Núcleo de Assessoria Técnica Popular da UFRJ e FAFERJ.
Para quem
A campanha tem como público principal moradores de territórios periféricos vulnerabilizados aos impactos climáticos em torno do Rio Meriti, especialmente jovens e estudantes, promovendo mobilização local e ampliando o alcance do debate sobre justiça climática por meio das redes sociais e materiais digitais.
Onde
Ocupação Dandara, localizada no bairro de Fazenda Botafogo, na Zona Norte do Rio de Janeiro - RJ. Trata-se de uma comunidade periférica situada às margens do Rio Meriti, fortemente afetada por enchentes e alagamentos. A mobilização envolveu diretamente os moradores da própria localidade, integrando diferentes gerações nas atividades.
Como
Realizamos rodas de conversa intergeracionais e caminhadas de mapeamento de risco coletivo na ocupação. Estamos construindo um protótipo de rede de monitoramento meteorológico e prevenção de riscos para a localidade. Estão sendo produzidos materiais informativos sobre os temas trabalhados nas rodas de conversas.
Quando
A campanha local está em andamento desde 2025, com ações de articulação, mobilização comunitária, educação climática e construção participativa realizadas ao longo de 2025 e 2026.

Eixos Temáticos e Riscos

Eixos Temáticos
Eixo 2. Desastres não são naturais: justiça climática e direito à vida Eixo 3. Quando a água invade: inundações, alagamentos e o cotidiano do risco Eixo 1. Prevenção começa antes: conhecer o risco para proteger a vida
Riscos e Desastres Abordados
Enchente Inundação Alagamento Doenças transmissíveis

Parcerias e Alcance Social

Parcerias
  • Clube de Engenharia
Alcance Social
Estudantes (Educação Básica) Agentes públicos (representantes do governo municipal, estadual ou federal) Lideranças comunitárias e agentes locais (como agentes de saúde, membros do NUPDEC - Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Educadores e profissionais da educação básica Moradores da comunidade Estudantes (Educação Superior) Educadores e profissionais da educação superior Agentes de Organizações da Sociedade Civil
Diversidade e Inclusão
Não houve ação voltada à diversidade e inclusão

Materiais e Ações Realizadas

Materiais Produzidos
  • Reportagem na Rádio Tupi e Site do Clube de Engenharia
Ações Realizadas
  • Encontros formativos para desenvolvimento do protótipo/ rodas de converna na comunidade, caminhadas transversais pelos lotes e pela beira do Rio Meriti.

Dados Utilizados

Dados Utilizados
Dados científicos (Cemaden, Inpe, outros) Dados locais produzidos de forma participativa (como mapeamento participativo, desenhos, relatos das pessoas) Dados de monitoramento local (mapa de contingência municipal, pluviômetros, nível dos rios) Materiais educacionais do Cemaden Educação (Jornadas Pedagógicas, cursos, publicações) e/ou da Secretaria Nacional de Periferias (cursos, cartilhas, vídeos, publicações)
Como os Dados Foram Utilizados
As informações levantadas contribuíram para compreender como os impactos da emergência climática afetam o cotidiano das comunidades, apoiando processos de sensibilização, formação popular e fortalecimento das estratégias locais de prevenção e adaptação climática.

Resultados

Resultados
  • Fortalecimento de articulação com políticas locais para prevenção e redução de risco de desastre na comunidade
  • Estímulo à participação de moradores/estudantes e ao protagonismo comunitário
  • Uso de linguagem acessível ao território
  • Inclusão de grupos em situação de maior vulnerabilidade socioambiental e expostos aos riscos de desastre da comunidade
  • Reconhecimento e valorização dos saberes da comunidade
  • Integração entre diversas pessoas e instituições da comunidade, como escola, órgãos públicos, coletivos, organizações da sociedade civil

Reflexão Final

O que Deu Certo
O fortalecimento do diálogo entre universidade, coletivos e comunidade tem contribuído para ampliar o debate sobre justiça climática e prevenção de riscos no território. Também se destacam o engajamento de jovens nas ações de educação climática e a valorização dos saberes locais como parte da construção coletiva de soluções e estratégias de mobilização comunitária.
O que Pode Melhorar
Um dos principais desafios identificados foi o baixo engajamento contínuo de crianças e adolescentes em algumas atividades da campanha. Como estratégia de aprimoramento, pretende-se ampliar o uso de linguagens mais acessíveis e formatos interativos, como jogos, oficinas práticas, dinâmicas culturais e produção de conteúdos digitais voltados às juventudes do território.
Continuidade do Projeto
A campanha teve início com a primeira turma do curso Amanaci e segue em continuidade por meio de ações de mobilização, educação climática e articulação territorial. A partir do mês de julho, estão previstas novas oficinas participativas, atividades formativas e ações comunitárias voltadas ao fortalecimento da prevenção de riscos e da justiça climática nos territórios.