Informações gerais

22/09/2020 17:10:02

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O Cemaden

O Cemaden - Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, órgão vinculado ao Ministério de Ciências Tecnologia e Inovação - MCTI, realiza o monitoramento das ameaças naturais em áreas de riscos em municípios brasileiros suscetíveis à ocorrência de desastres naturais, além de desenvolver pesquisas e inovações tecnológicas que possam contribuir para a melhoria de seu sistema de alerta antecipado, com o objetivo final de reduzir o número de vítimas fatais e prejuízos materiais em todo o país.
O Programa Cemaden Educação promove a formação de uma rede de escolas e comunidades na prevenção de riscos de desastres.
A Campanha #AprenderParaPrevenir é uma importante ação de mobilização das comunidades escolares do Programa Cemaden Educação.

Campanha #AprenderParaPrevenir 2020

Criada para difundir no Brasil o Dia Internacional da Redução de Desastres Naturais (ONU - 13 de outubro) e dirigida a instituições que se relacionam com Escolas de Ensino Básico, Defesas Civis, Universidades e Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia, Programa de Saúde da Família e Vigilância Epidemiológica.

Esta é uma “campanha de campanhas”. A AprenderParaPrevenir 2020 incentiva a realização de ações educativas em forma de campanhas com foco em comunidades escolares para a prevenção de riscos de desastres. O tema é “Desastres, desastres, desastres. O que podemos fazer? E a educação?”.

Participe da Campanha – 2020 Esse ano, os participantes têm a missão de mobilizar as suas comunidades para criar campanhas que podem tratar desde a pandemia de coronavírus (um desastre biológico) bem como outros tipos de desastres socioambientais (enxurradas, enchentes, secas, incêndios, deslizamentos, etc.) até as mudanças climáticas.

Algumas dicas para apoiar a sua campanha:

 os desastres são múltiplos e podem ocorrer simultaneamente;

 a educação pode contribuir para prevenir, minimizar danos e, principalmente, transformar a realidade;

 o foco precisa estar na proteção de sua comunidade local;

 o enfrentamento dos riscos de desastres e das vulnerabilidades de cada região depende da participação, dos cuidados e da prevenção.

Assim vamos contribuir para a construção da sustentabilidade local e global exercendo a ética do cuidar de nós, dos outros, do planeta e da vida.

Como participar?

Para criar sua campanha, organize um grupo de pessoas interessadas em contribuir com essa educação transformadora. Vale usar a criatividade e os talentos para escolher uma história de prevenção de desastres e também os meios de comunicação (por exemplo: sites, blogs, redes sociais, podcasts, músicas, vídeos, palestras, animações, etc.).

Depois, elabore um vídeo de até 3 minutos relatando a sua experiência de campanha.

Passos para a inscrição:

 Acesse o site da AprenderParaPrevenir 2020, clique na aba “Inscrição”;

 Preencha o formulário com dados da instituição e da sua campanha;

 Anexe o vídeo relato de sua campanha e 3 fotos do grupo proponente;

 Envie até 31 de outubro.

Veja orientações detalhadas no Guia da Campanha, disponível no site e no Facebook do Cemaden Educação.

Premiação:

Equipamento meteorológico, kits educativos e troféus.

Informações: E-mail da campanha: campanha.cemaden@gmail.com  e nas redes sociais do Cemaden Educação.

Série de Webinários

O Cemaden Educação disponibiliza uma série de webinários que visam divulgar a AprenderParaPrevenir, partilhar conhecimentos que apoiem a elaboração das campanha com as comunidades locais, além de aprofundar a temática. Afinal, enquanto estamos vivendo um desastre, a pandemia, que provoca uma grave interrupção nas nossas rotinas e muitas perdas; ocorrem outros desastres que ainda são exacerbados pelas mudanças climáticas.

Os debates são transmitidos e se encontram na íntegra no Facebook e YouTube do Cemaden Educação. 

Links das gravações

1o. Webinário: https://www.youtube.com/watch?v=OeVXqSkA5Rk&t=5s

2o. Webinário:https://www.youtube.com/watch?v=RF-nE7bFKJY

3o. Webinário:https://www.youtube.com/watch?v=YvW2qSA2InQ&t=284s

4a. Webinário:https://www.youtube.com/watch?v=WkuWNmn7hW0&t=9s

5o. Webinário:https://www.youtube.com/watch?v=SyQwFiKp0eM

Programa Cemaden Educação

O Programa Cemaden Educação, implantado em 2014 pelo Cemaden/MCTI, visa fortalecer as capacidades locais, criando uma rede observacional dos diversos atores que podem compor o sistema de monitoramento de riscos e alertas.
Objetivo: contribuir para a geração de uma cultura da percepção de riscos de desastres, no amplo contexto da educação ambiental e da construção de sociedades sustentáveis e resilientes.

A ideia é que cada escola participante se torne um “Cemaden micro local”, espaço de pesquisar, compartilhar conhecimentos, entender e emitir alertas de risco de desastres. Além de fazer a gestão participativa de intervenções para RRD com suas comunidades a partir da ciência cidadã e iniciação científica.

Uma metáfora facilita a compreensão: cada escola participante se torna um Cemaden micro local, um espaço para realizar pesquisas, monitorar ambiente e o clima, compartilhar conhecimentos, entender e emitir alertas de desastres. Além de fazer a gestão participativa de intervenções com suas comunidades, criando uma comissão na escola, a Com-VidAção.

A utilização de tecnologias de informação e comunicação se dá em três eixos:

EIXO 1 - Ciência cidadã  - realização de pesquisas, coletas de dados locais, análise e disponibilização dos resultados em rede (iniciação científica). A partir do conceito de Ciência Cidadã, o envolvimento de voluntários em Ciência o projeto traz práticas interdisciplinares com as quais as escolas pesquisam sua realidade.

Utilizam-se metodologias das ciências naturais, sociais e humanas para propor atividades de pesquisa em três níveis de complexidade, trabalhando não somente com “medir e pesar”, como também observar, mapear, cartografar e narrar como os acontecimentos tecem valores, saberes e fazeres para uma cultura de proteção da vida.

Neste escopo, visa-se: (i) atuar considerando novos papéis sociais da escola, de professores e de estudantes; (ii) possibilitar aos jovens que observem, pesquisem, conheçam e compartilhem informações sobre o seu território abre oportunidades ímpares de vivenciá-lo e transformá-lo em favor das comunidades das quais fazem parte; (iii) acessar formas de pensamento complexas a partir de centros de interesse, da aprendizagem colaborativa e da autonomia.

Assim, a chamada aprendizagem significativa se torna fundamental para o processo de construção da ciência na escola.
A busca de conhecimentos se estrutura em torno de questões: O que são desastres socioambientais? O que são as mudanças climáticas? Como viabilizar sociedades sustentáveis em suas múltiplas dimensões desenvolvendo formas inovadoras de viver no nosso planeta? As perguntas são aplicadas à solução de problemas práticos da realidade social ou ambiental: Como reduzir a vulnerabilidade aos riscos de desastres? Como impedir a erosão em loteamentos? Como mudar práticas insustentáveis? Como tornar a comunidade mais resiliente?

EIXO 2 – Compartilhamento de dados - por meio de um sistema colaborativo (crowdsourcing) com as escolas participantes do projeto compartilham os dados levantados em campo via site do Cemaden Educação e para o aplicativo de celular - APP Cemaden (em fase de teste). Os estudantes são interlocutores e produtores de conhecimentos voltados para a proteção das comunidades.

EIXO 3 - Com-VidAção- Comissão de Prevenção de Desastres e Proteção da Vida Formação de um núcleo, envolvendo escola, comunidade, Defesa Civil entre outros atores para a gestão participativa de riscos e de intervenções preventivas e transformadoras na comunidade. A Com-VidAção é um espaço para realizar as ações de mitigação e preparação para o desastres a partir das descobertas das pesquisas, do monitoramento e dos fatores de vulnerabilidade e riscos.

Um exemplo vivo de um Cemaden micro local

Aconteceu na Escola Estadual Paulo Virgínio, em Cunha/SP, município que foi cenário de fortes enchentes e escorregamentos durante os desastres na região do Vale do Paraíba do Sul, em 2010. Durante dois anos letivos (2016 e 2017), o corpo docente orientado pela coordenação pedagógica, envolveu mais de 900 alunos e alunas das 17 classes do ensino médio, em grupos de pesquisas, a partir de atividades elaboradas pelo Cemaden Educação e disponíveis no site do programa. A culminância do processo dedicado à temática de riscos de desastres, ocorreu no seminário “Diálogos de Cidadania na Prevenção de Desastres Socioambientais”. No evento os estudantes tiveram a oportunidade de apresentar o resultado de suas pesquisas para Bancas de Professores, formadas pelas disciplinas próximas das atividades e para especialistas externos. A escola convidou pesquisadores do Cemaden e da UFABC e promoveu um diálogo de saberes entre cientistas, alunos-pesquisadores (iniciantes) e a comunidade escolar sobre os sistemas de monitoramento e alertas de desastres e os riscos e a vulnerabilidade local.

Mais informações: email do Programa - educacao@cemaden.gov.br

Para saber mais:

PANZERI, C. G., MATSUO, P. M., TRAJBER, R., OLIVATO, D., VELLOSO, M. F. A., SATO, A. M., LUCENA, R., BARBOSA, M. S. ET PINHEIRO, A. G. Campanha AprenderParaPrevenir: inspirações para reduzir riscos de desastres. In: MAGNONI JÚNIOR, L., BURITI, C. O., LUCCI, E. A., STEVENS, D., LOPES, E. S. S., BARBOSA, H., LONDE, L., JATOBÁ, L., FIGUEIREDO, W. S. ET SILVA, W. T. L. (Eds.). Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2ed. São Paulo: Centro Paulo Souza. 2020, no prelo.

TRAJBER, Rachel; OLIVATO, Débora. A escola e a comunidade: ciência cidadã e tecnologias digitais na prevenção de desastres. In: MARCHEZINI, Victor; WISNER, Ben; SAITO, Silvia M.; LONDE, Luciana R. (Eds.). Reduction of vulnerability to disasters: from knowledge to action. São Carlos: Rima Editora, 2017. Disponível em: https://preventionroutes.weebly.com/capiacutetuloschapters.html

TRAJBER R. Cunha: Educação e participação na prevenção de desastres. In: SULAIMAN. S. N.; JACOBI, P. R. (Org.). Melhor prevenir: Olhares e saberes para a redução de risco de desastre. São Paulo: IEE-USP, v. , 2018, p. 115-121.